SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Paciente 38 anos, evangélico, casado, eletricista, sedentário, nega tabagismo ou etilismo, nega comorbidades e sem história familiar para doença cardiovascular. Apresenta-se no consultório para realização de check-up, sem queixas. Ao exame apresenta pressão arterial = 150 x 90 mmHg, frequência cardíaca = 80 bpm, detectada presença de B4, restante do exame físico sem alterações. Após 1 semana retorna com resultado de exames laboratoriais (glicemia de jejum, lipidograma, eletrólitos e função renal) sem alterações, ecocardiograma transtorácico evidencia déficit de relaxamento e discreta hipertrofia ventricular esquerda. Pressão arterial aferida nesta consulta 150 x 90 mmHg. Qual a melhor conduta?
Hipertensão estágio 1 com lesão de órgão-alvo (HVE) → iniciar terapia farmacológica (BRA/IECA) + mudança de hábitos de vida.
Paciente com hipertensão estágio 1 (PA 140-159/90-99 mmHg) e evidência de lesão de órgão-alvo, como hipertrofia ventricular esquerda (HVE), tem indicação de iniciar tratamento farmacológico imediato, além das mudanças no estilo de vida. BRA ou IECA são preferenciais nesses casos.
A hipertensão arterial é uma doença crônica multifatorial que aumenta significativamente o risco de eventos cardiovasculares. A classificação da hipertensão é baseada nos valores da pressão arterial, sendo o estágio 1 definido por PA sistólica entre 140-159 mmHg ou diastólica entre 90-99 mmHg. A presença de lesão de órgão-alvo, como a hipertrofia ventricular esquerda (HVE), indica um risco cardiovascular aumentado e a necessidade de intervenção terapêutica mais agressiva. A HVE é uma adaptação do coração ao aumento da pós-carga, mas está associada a maior morbimortalidade. Sua detecção por ecocardiograma é um fator determinante na decisão terapêutica. Mesmo em pacientes com hipertensão estágio 1, a presença de HVE justifica o início imediato do tratamento farmacológico, em conjunto com as mudanças no estilo de vida. Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e os bloqueadores do receptor da angiotensina (BRA) são as classes de primeira linha recomendadas nesses casos, devido à sua eficácia na redução da pressão arterial e na regressão da HVE, além de oferecerem proteção renal e cardiovascular. A otimização dos hábitos de vida, incluindo dieta DASH, restrição de sódio e atividade física regular, é um pilar fundamental do tratamento e deve ser sempre incentivada.
O tratamento farmacológico é indicado na hipertensão estágio 1 (140-159/90-99 mmHg) se houver alto risco cardiovascular ou lesão de órgão-alvo, como hipertrofia ventricular esquerda.
Inibidores da ECA (IECA) ou Bloqueadores do Receptor da Angiotensina (BRA) são as classes preferenciais, pois demonstram regressão da HVE e proteção cardiovascular.
A mudança de hábitos de vida (dieta, exercício, redução de sódio) é fundamental e deve ser sempre associada ao tratamento farmacológico, potencializando seus efeitos e reduzindo o risco cardiovascular.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo