PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2023
Considere um homem de 38 anos, branco, cujos pais e 1 irmão (mais velho) são portadores de hipertensão arterial. Ele procura uma unidade de saúde porque lhe foi solicitado atestado médico para praticar exercícios físicos, pois na avaliação inicial na academia, há 2 semanas, sua pressão arterial foi medida e estava 17 por 10 (sic). Nega qualquer sintoma na anamnese. No exame físico, seu peso era 74 Kg, altura 173 cm e a pressão arterial (média de 3 determinações) de 166/104 mmHg e nenhuma outra anormalidade. Qual das condutas abaixo é a adequada para a pessoa em questão?
HAS estágio 2 (PA ≥ 160/100 mmHg) → terapia combinada inicial (2 fármacos) + medidas não farmacológicas.
Pacientes com hipertensão estágio 2, especialmente com fatores de risco como histórico familiar, devem iniciar tratamento farmacológico com dois anti-hipertensivos de classes diferentes, além das medidas não farmacológicas. O acompanhamento inicial deve ser mais frequente para ajuste terapêutico.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica multifatorial, caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial, sendo um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. A classificação da HAS em estágios (pré-hipertensão, estágio 1, estágio 2, estágio 3) é crucial para guiar a conduta terapêutica. O caso apresentado ilustra um paciente com HAS estágio 2, que exige uma abordagem mais agressiva devido ao risco associado. O diagnóstico de HAS é confirmado por múltiplas aferições em diferentes ocasiões, com valores ≥ 140/90 mmHg. No estágio 2 (≥ 160/100 mmHg), a intervenção farmacológica é quase sempre necessária, mesmo em pacientes assintomáticos. A presença de histórico familiar reforça a predisposição e a necessidade de controle rigoroso. A avaliação inicial deve incluir exames para rastrear lesão de órgão-alvo e fatores de risco associados. O tratamento da HAS envolve medidas não farmacológicas, como dieta DASH (rica em frutas, vegetais e laticínios desnatados, com baixo teor de gordura saturada e sal), exercícios físicos regulares (após liberação médica), controle de peso e cessação do tabagismo. Para HAS estágio 2, a terapia farmacológica inicial com dois anti-hipertensivos de classes diferentes (ex: BRA/IECA + diurético tiazídico ou bloqueador de canal de cálcio) é a conduta preferencial, visando um controle pressórico mais rápido e eficaz. O acompanhamento deve ser frequente para ajuste da medicação e monitoramento da resposta.
A hipertensão arterial estágio 2 é diagnosticada quando a pressão arterial sistólica é ≥ 160 mmHg ou a diastólica é ≥ 100 mmHg, confirmada em múltiplas aferições.
A terapia combinada é indicada para HAS estágio 2 para alcançar o controle pressórico de forma mais rápida e eficaz, reduzindo o risco cardiovascular e a inércia terapêutica.
As principais medidas não farmacológicas incluem redução do consumo de sal, dieta DASH, prática regular de exercícios físicos, controle do peso e cessação do tabagismo e consumo excessivo de álcool.
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