Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2024
Ao exame físico dos pacientes com doença renal crônica, o achado mais comum é encontrado é:
Hipertensão arterial é o achado mais comum no exame físico de pacientes com Doença Renal Crônica.
A hipertensão arterial é uma manifestação extremamente comum e precoce da Doença Renal Crônica (DRC), presente na maioria dos pacientes. Ela é tanto uma causa quanto uma consequência da DRC, contribuindo para a progressão da doença e sendo um achado frequente no exame físico, mesmo em estágios iniciais. Outros achados como mioclonia ou hálito urêmico são mais característicos de estágios avançados da doença.
A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição progressiva e irreversível de perda da função renal, definida pela presença de lesão renal ou taxa de filtração glomerular (TFG) < 60 mL/min/1,73 m² por três meses ou mais. Sua prevalência tem aumentado globalmente, representando um grave problema de saúde pública. A DRC é frequentemente assintomática em seus estágios iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce e a intervenção para retardar a progressão. A fisiopatologia da DRC envolve a perda gradual de néfrons funcionantes, levando à hiperfiltração e hipertrofia dos néfrons remanescentes, o que, paradoxalmente, contribui para a lesão progressiva. A hipertensão arterial é um dos achados mais consistentes e importantes na DRC, presente na maioria dos pacientes. Ela se desenvolve devido a múltiplos fatores, incluindo retenção de sódio e água, ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona e disfunção endotelial. O diagnóstico da DRC é feito por exames laboratoriais (creatinina sérica, TFG estimada, proteinúria) e de imagem. O tratamento da DRC visa retardar a progressão da doença, manejar as complicações e preparar o paciente para a terapia renal substitutiva, se necessário. O controle rigoroso da pressão arterial é um pilar fundamental do tratamento, utilizando-se inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) como primeira linha. Outras medidas incluem controle glicêmico em diabéticos, manejo da anemia, distúrbios do metabolismo mineral e ósseo, e dislipidemia. Residentes devem estar cientes de que a hipertensão é um achado quase universal na DRC e seu manejo adequado é crucial para o prognóstico do paciente.
A hipertensão arterial é uma causa e uma consequência da DRC. A DRC pode causar hipertensão devido à retenção de sódio e água, ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona e disfunção endotelial. Por sua vez, a hipertensão não controlada acelera a progressão da DRC.
Além da hipertensão, pacientes com DRC podem apresentar edema (devido à retenção hídrica), palidez (por anemia), sinais de desnutrição, e em estágios avançados, sinais de uremia como prurido, equimoses, hálito urêmico, mioclonia e neuropatia periférica.
Mioclonia e hálito urêmico são manifestações de uremia grave, que ocorrem em estágios avançados da DRC, quando há acúmulo significativo de toxinas. A hipertensão arterial, por outro lado, pode estar presente desde os estágios iniciais da doença e é muito mais prevalente em toda a população de pacientes com DRC.
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