UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
Diante de um paciente recém-diagnosticado com hipertensão arterial, faz-se necessário conhecer alguns aspectos de sua história e avaliar exames físico e complementares para determinar as possíveis causas da doença, o risco cardiovascular e a existência de complicações. Em casos como esse, a conduta recomendada e a justificativa para a sua realização, respectivamente, são:
Fundo de olho na HAS: avalia lesão de órgão-alvo (retinopatia hipertensiva) e estratifica risco cardiovascular.
O exame de fundo de olho é fundamental na avaliação inicial do paciente com hipertensão arterial, pois permite identificar diretamente as repercussões vasculares da doença na retina (retinopatia hipertensiva). A presença e o grau dessas alterações são importantes para a estratificação do risco cardiovascular e para guiar a intensidade do tratamento.
A hipertensão arterial é uma condição crônica comum que, se não controlada, pode levar a graves complicações cardiovasculares, renais e cerebrais. A avaliação inicial de um paciente recém-diagnosticado é multifacetada, buscando não apenas confirmar a doença, mas também identificar suas possíveis causas, avaliar o risco cardiovascular e detectar a presença de lesões em órgãos-alvo. O exame físico desempenha um papel crucial, e a realização do exame de fundo de olho é um passo fundamental. Ele permite a visualização direta da retina e de seus vasos, revelando sinais de retinopatia hipertensiva, que são indicativos de dano vascular sistêmico e auxiliam na estratificação do prognóstico do paciente. Além do fundo de olho, a investigação de comorbidades como diabetes mellitus (dosagem de hemoglobina glicada) e a busca por sinais de hipertensão secundária (como sopros renais ou massas) são importantes. A abordagem integrada desses aspectos permite um manejo mais preciso e personalizado, visando a prevenção de eventos cardiovasculares agudos e a melhora da qualidade de vida.
A avaliação inicial visa confirmar o diagnóstico, identificar causas secundárias, avaliar lesão de órgãos-alvo (LOA) e estratificar o risco cardiovascular global do paciente para guiar o tratamento.
O fundo de olho permite visualizar diretamente os vasos sanguíneos e identificar sinais de retinopatia hipertensiva, que reflete o dano vascular sistêmico e é um marcador importante de lesão de órgão-alvo e risco cardiovascular.
Além do exame físico completo, exames laboratoriais como creatinina, eletrólitos, glicemia, perfil lipídico, EAS e ECG são essenciais para avaliar LOA e comorbidades.
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