Hipertensão Crônica na Gravidez: Medicações Seguras e Contraindicadas

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2024

Enunciado

Hipertensão arterial crônica é uma das complicações médicas mais comuns durante a gravidez, o seu tratamento, mesmo antes da gravidez está associado à redução de riscos de doenças renais, infartos e até mortalidade. Na gravidez seu manejo satisfatório também reduz complicações maternas e fetais. Sobre esta patologia, é INCORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) A pre-eclâmpsia sobreposta, a obesidade e diabetes prévio são marcadores de risco para a permanência da hipertensão após o puerpério.
  2. B) O desfecho fetal é afetado pelas doenças hipertensivas, principalmente pelo aumento da incidência de baixo peso ao nascer devido à prematuridade, restrição de crescimento intrauterino ou ambos.
  3. C) As classes de medicações mais utilizadas para tratamento das doenças hipertensivas na gravidez são: agentes bloqueadores adrenérgicos, bloqueadores do canal de cálcio e inibidores da enzima conversora de angiotensina.
  4. D) O diagnóstico da pre-eclâmpsia sobreposta fica dificultado especialmente nas pacientes hipertensas crônicas com grau de insuficiência renal e proteinúria secundária.

Pérola Clínica

IECA/BRA são CONTRAINDICADOS na gravidez devido à teratogenicidade fetal.

Resumo-Chave

Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) são absolutamente contraindicados na gravidez devido aos seus efeitos teratogênicos e fetotóxicos, especialmente no segundo e terceiro trimestres, podendo causar insuficiência renal fetal, oligodrâmnio e anomalias craniofaciais. As classes seguras incluem metildopa, labetalol e nifedipino.

Contexto Educacional

A hipertensão arterial crônica na gravidez é uma condição médica comum que exige manejo cuidadoso para otimizar os desfechos maternos e fetais. O controle pressórico adequado antes e durante a gestação é crucial para reduzir riscos de complicações como pré-eclâmpsia sobreposta, restrição de crescimento intrauterino, parto prematuro e descolamento prematuro de placenta. É fundamental que as gestantes com hipertensão crônica sejam monitoradas de perto para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia sobreposta, que pode ser desafiador de diagnosticar, especialmente em pacientes com insuficiência renal pré-existente e proteinúria. Fatores como obesidade e diabetes prévio aumentam o risco de persistência da hipertensão no pós-parto. Em relação ao tratamento farmacológico, é imperativo evitar medicamentos teratogênicos. Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e os bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) são absolutamente contraindicados na gravidez devido aos riscos de malformações fetais e toxicidade renal. As opções seguras e de primeira linha incluem metildopa, labetalol (um bloqueador alfa e beta-adrenérgico) e nifedipino (um bloqueador do canal de cálcio).

Perguntas Frequentes

Quais são as classes de medicamentos anti-hipertensivos contraindicadas na gravidez?

Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e os bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) são contraindicados na gravidez devido aos seus efeitos teratogênicos e fetotóxicos.

Quais são os anti-hipertensivos de primeira linha seguros para uso na gravidez?

Os anti-hipertensivos de primeira linha seguros na gravidez incluem metildopa, labetalol e nifedipino (um bloqueador do canal de cálcio).

O que é pré-eclâmpsia sobreposta e como ela é diagnosticada em hipertensas crônicas?

Pré-eclâmpsia sobreposta é o desenvolvimento de pré-eclâmpsia em uma gestante com hipertensão crônica. É diagnosticada por piora da hipertensão, proteinúria de início recente ou agravamento, ou desenvolvimento de sintomas e sinais de pré-eclâmpsia grave.

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