INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Uma paciente com 37 anos de idade, primigesta, em atendimento pré-natal em unidade ambulatorial secundária, apresenta amenorreia de 12 semanas. Tem história de hipertensão arterial crônica e refere uso irregular de captopril. Na consulta médica, apresenta-se sem queixas, com pressão arterial de 150 x 100 mmHg, mantida após 30 minutos de decúbito lateral esquerdo; a proteinúria de fita é negativa. O exame obstétrico está compatível com 12 semanas de gestação. Nesse caso, a conduta adequada em relação à pressão arterial da paciente é
Hipertensão crônica na gravidez: Captopril contraindicado; iniciar Metildopa + dieta hipossódica.
O captopril (inibidor da ECA) é contraindicado na gravidez devido aos riscos de teratogenicidade e toxicidade fetal. A metildopa é um anti-hipertensivo de primeira linha e seguro para uso na gestação. A dieta hipossódica é uma medida não farmacológica importante.
A hipertensão arterial crônica na gravidez é uma condição que exige manejo cuidadoso e individualizado, dada a necessidade de controlar a pressão arterial materna sem comprometer a saúde fetal. É definida como hipertensão presente antes da gravidez ou diagnosticada antes da 20ª semana de gestação. Essas pacientes têm maior risco de desenvolver pré-eclâmpsia sobreposta, restrição de crescimento fetal, parto prematuro e outras complicações materno-fetais. O tratamento da hipertensão na gestação difere significativamente do manejo em não gestantes devido à teratogenicidade e toxicidade fetal de muitos fármacos. Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), como o captopril, e bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) são estritamente contraindicados na gravidez, especialmente no segundo e terceiro trimestres, devido ao risco de malformações renais e oligodrâmnio. A metildopa é o anti-hipertensivo de primeira escolha, com um longo histórico de segurança e eficácia em gestantes. Outras opções incluem labetalol, nifedipino e hidralazina. A conduta adequada envolve a substituição imediata de fármacos contraindicados por opções seguras, o monitoramento rigoroso da pressão arterial e a implementação de medidas não farmacológicas, como a dieta hipossódica. O objetivo é manter a pressão arterial em níveis seguros (geralmente entre 120-150/80-100 mmHg) para minimizar os riscos maternos e fetais, sem comprometer a perfusão placentária. O acompanhamento pré-natal deve ser de alto risco, com avaliação frequente da vitalidade fetal e rastreamento para pré-eclâmpsia.
Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), como captopril e enalapril, e bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA), como losartana e valsartana, são estritamente contraindicados devido aos riscos de malformações fetais e toxicidade renal.
A metildopa é o anti-hipertensivo de primeira linha mais recomendado na gravidez devido ao seu perfil de segurança e eficácia, podendo ser associada a medidas não farmacológicas como dieta hipossódica.
A hipertensão crônica não controlada na gravidez aumenta o risco de pré-eclâmpsia sobreposta, restrição de crescimento intrauterino, descolamento prematuro de placenta, parto prematuro e mortalidade materna e perinatal.
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