SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2024
Gestante, 40 anos de idade, quartigesta (4G3P, todos normais), procura maternidade para iniciar pré-natal, pois está com 7 semanas gestacionais. Refere elevação da pressão em 2 últimas gestações, e o último parto aconteceu com 36 semanas de gestação. Aferiu a PA no posto de saúde há 1 semana: 140x92mmHg. Essa é a 1ª gestação do seu terceiro casamento. Ao exame: PA: 142x90mmHg, IMC: 27. Nega uso de medicações. Nega cirurgias prévias ou alergias. Etilismo social, mas parou desde o diagnóstico da gestação, e tabagismo 0,5 maço ao dia, mas também já está tentando parar.Diante do quadro, indique o diagnóstico provável, com relação à pressão arterial
PA ≥ 140/90 mmHg antes de 20 semanas de gestação ou pré-existente = Hipertensão Arterial Crônica.
A paciente apresenta elevação da pressão arterial (≥ 140/90 mmHg) antes das 20 semanas de gestação e histórico de hipertensão em gestações anteriores, o que configura o diagnóstico de Hipertensão Arterial Crônica.
A hipertensão arterial na gravidez é uma das complicações mais comuns e sérias, contribuindo significativamente para a morbimortalidade materna e perinatal. A classificação é fundamental para o manejo adequado. A Hipertensão Arterial Crônica (HAC) é definida pela presença de pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg antes da gestação, ou diagnosticada antes da 20ª semana de gravidez, ou que persiste por mais de 12 semanas pós-parto. A paciente do caso apresenta múltiplos fatores de risco para HAC, como idade avançada (40 anos), histórico de elevação da pressão em gestações anteriores e o diagnóstico de PA elevada antes das 20 semanas de gestação. É crucial diferenciar a HAC de outras síndromes hipertensivas gestacionais, como a hipertensão gestacional (que surge após 20 semanas sem proteinúria) e a pré-eclâmpsia (que surge após 20 semanas com proteinúria ou sinais de disfunção de órgãos). O manejo da HAC na gravidez envolve monitoramento rigoroso da pressão arterial, avaliação da função renal e hepática, e acompanhamento do crescimento fetal. O tratamento farmacológico pode ser necessário para manter a PA em níveis seguros (geralmente < 150/100 mmHg), utilizando anti-hipertensivos compatíveis com a gestação, como metildopa, nifedipino ou labetalol. O objetivo é minimizar os riscos maternos e fetais, otimizando o prognóstico da gestação.
Hipertensão arterial crônica é diagnosticada quando a pressão arterial é ≥ 140/90 mmHg antes da 20ª semana de gestação, ou se a hipertensão já existia antes da gravidez, ou se persiste por mais de 12 semanas pós-parto.
Fatores de risco incluem idade materna avançada (>35 anos), multiparidade, histórico de hipertensão em gestações anteriores, obesidade, diabetes, doenças renais crônicas e histórico familiar de pré-eclâmpsia.
O controle adequado da PA é crucial para prevenir complicações maternas (pré-eclâmpsia sobreposta, AVC) e fetais (restrição de crescimento, prematuridade, óbito fetal). O manejo envolve monitoramento e, se necessário, medicação anti-hipertensiva segura na gravidez.
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