INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2024
Uma primigesta com 16 semanas de gestação vem à consulta por ter apresentado um episódio de cefaleia frontal em peso há 24 horas. Relata que fez uso analgésico comum com melhora dos sintomas, mas decidiu vir à consulta, pois sua pressão arterial estava 140x90mmHg quando estava com cefaleia. Ao exame, a paciente encontra-se vigil, orientada e em bom estado geral. PA = 140x90mmHg, FC 80bpm, SO2 = 98% e ar ambiente. A palpação abdominal mostra um útero compatível com a idade gestacional. O diagnóstico mais provável é:
PA ≥ 140/90 mmHg antes 20 semanas gestação = Hipertensão Arterial Crônica.
A hipertensão arterial crônica na gravidez é diagnosticada quando a pressão arterial é ≥ 140/90 mmHg antes das 20 semanas de gestação, ou se a hipertensão já existia antes da gravidez. A pré-eclâmpsia, eclâmpsia e Síndrome HELLP ocorrem tipicamente após as 20 semanas.
A hipertensão arterial crônica (HAC) na gravidez é definida como a presença de pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg antes da gestação, ou diagnosticada antes das 20 semanas de gravidez, ou que persiste por mais de 12 semanas pós-parto. É uma condição comum que afeta cerca de 1-5% das gestações. O diagnóstico diferencial com a pré-eclâmpsia é crucial. A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gravidez que se desenvolve após 20 semanas de gestação em mulheres previamente normotensas, caracterizada por hipertensão e proteinúria ou sinais de disfunção de órgãos-alvo. A paciente do caso, com 16 semanas e PA elevada, se encaixa na definição de HAC. O manejo da HAC na gravidez envolve monitoramento rigoroso da pressão arterial, avaliação de danos a órgãos-alvo, e uso de anti-hipertensivos seguros para a gestação, se necessário. O objetivo é manter a PA controlada para minimizar riscos maternos e fetais, como pré-eclâmpsia sobreposta, restrição de crescimento intrauterino e parto prematuro.
É a hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) que está presente antes da gravidez, é diagnosticada antes das 20 semanas de gestação, ou persiste por mais de 12 semanas pós-parto.
A principal diferença é o momento do diagnóstico. Hipertensão crônica é antes das 20 semanas. Pré-eclâmpsia surge após 20 semanas em mulher previamente normotensa e é acompanhada de proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo.
Aumenta o risco de pré-eclâmpsia sobreposta, restrição de crescimento fetal, parto prematuro, descolamento prematuro de placenta e mortalidade perinatal.
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