PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Mulher, retorna para consulta de pré-natal com curva pressórica demonstrando diversas medidas de 140x90mmHg de pressão arterial. No momento encontra-se com 16 semanas de gestação e apresenta edema de 1 + em membros inferiores. Com base neste caso, assinale a alternativa CORRETA.
Hipertensão (≥140/90 mmHg) antes de 20 semanas de gestação = Hipertensão Arterial Crônica.
A hipertensão arterial diagnosticada antes das 20 semanas de gestação é classificada como hipertensão arterial crônica. O edema em membros inferiores é um achado comum na gravidez e, isoladamente, não é critério diagnóstico para pré-eclâmpsia.
Os distúrbios hipertensivos na gravidez são uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, sendo cruciais para a prática obstétrica. A correta classificação é fundamental para o manejo adequado e a prevenção de complicações. A classificação inclui hipertensão arterial crônica, hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão crônica. A hipertensão arterial crônica é definida pela pressão arterial ≥ 140/90 mmHg antes da gravidez ou diagnosticada antes das 20 semanas de gestação. Neste caso, a paciente apresenta hipertensão em 16 semanas de gestação, o que a classifica como hipertensão arterial crônica. O edema em membros inferiores é um achado comum na gravidez e, isoladamente, não é suficiente para diagnosticar pré-eclâmpsia, que requer o surgimento da hipertensão após 20 semanas e a presença de proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo. O manejo da hipertensão crônica na gravidez visa o controle pressórico para reduzir riscos maternos e fetais.
É diagnosticada quando a hipertensão (pressão arterial ≥ 140/90 mmHg) está presente antes da gravidez, é diagnosticada antes das 20 semanas de gestação, ou persiste por mais de 12 semanas pós-parto.
Hipertensão gestacional é a hipertensão que surge após 20 semanas sem proteinúria. Pré-eclâmpsia é hipertensão após 20 semanas acompanhada de proteinúria ou sinais de disfunção de órgãos-alvo.
Não, o edema é um achado comum e fisiológico na gravidez e não é mais considerado um critério diagnóstico para pré-eclâmpsia, a menos que seja generalizado e acompanhado de outros sinais de gravidade.
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