HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2024
Segundo o protocolo da Febrasgo, em mulher com hipertensão arterial crônica, as opções medicamentosas de primeira linha para uso na gravidez e no aleitamento são, respectivamente,
Hipertensão crônica na gravidez: Nifedipina (1ª linha) ou Alfametildopa. No aleitamento, Alfametildopa é segura.
A escolha do anti-hipertensivo na gravidez e aleitamento é crucial para a segurança materno-fetal. Nifedipina e alfametildopa são as opções de primeira linha devido ao perfil de segurança estabelecido e eficácia no controle pressórico, minimizando riscos teratogênicos ou de excreção no leite.
A hipertensão arterial crônica na gravidez é definida como pressão arterial elevada (≥ 140/90 mmHg) antes da gestação, antes de 20 semanas de gestação, ou que persiste por mais de 12 semanas pós-parto. É uma condição comum que afeta aproximadamente 1-5% das gestações e está associada a um risco aumentado de pré-eclâmpsia sobreposta, restrição de crescimento fetal, parto prematuro e descolamento prematuro de placenta. O manejo adequado é crucial para otimizar os resultados maternos e perinatais. As diretrizes da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) recomendam a alfametildopa e a nifedipina como medicamentos de primeira linha para o controle da hipertensão crônica na gravidez. A alfametildopa é um agonista alfa-2 adrenérgico central, com um longo histórico de segurança e eficácia em gestantes. A nifedipina, um bloqueador dos canais de cálcio, também é amplamente utilizada e considerada segura, especialmente as formulações de liberação prolongada. Outras opções incluem labetalol e hidralazina, dependendo da situação clínica. Durante o aleitamento materno, a segurança do medicamento é determinada pela sua excreção no leite e pelos potenciais efeitos no lactente. A alfametildopa é considerada segura para uso durante a amamentação. É fundamental evitar medicamentos como os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e os bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) durante a gravidez devido aos seus efeitos teratogênicos conhecidos, como oligodrâmnio, disfunção renal fetal e anomalias craniofaciais. A escolha do tratamento deve sempre considerar o balanço entre o controle da pressão arterial materna e a segurança fetal/neonatal.
Segundo a Febrasgo, a alfametildopa e a nifedipina são as opções de primeira linha para o tratamento da hipertensão arterial crônica durante a gravidez, devido ao seu perfil de segurança e eficácia comprovados.
Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), como captopril e enalapril, e bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), como losartana e valsartana, são formalmente contraindicados na gravidez devido a riscos teratogênicos graves.
A alfametildopa é considerada segura para uso durante o aleitamento materno, sendo uma das opções preferenciais para mulheres que necessitam de controle pressórico nesse período.
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