PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2020
Mulher branca, 43 anos de idade, 4 gestações anteriores, todas tendo evoluído com parto normal. Última gestação há 10 anos. Refere que nas duas últimas gestações apresentou picos pressórios que melhoraram após o parto. Vem em consulta de pré-natal pois está grávida de 8 semanas do seu novo marido. No momento encontra-se obesa grau 2 e é tabagista meio maço por dia. Durante a consulta de pré-natal, com 8 semanas, a paciente apresentou pressão arterial de 150x90mmHg (mesmo após repetição da aferição) e estava assintomática. Nesse caso, o diagnóstico mais provável é:
PA ≥ 140/90 mmHg identificada antes de 20 semanas de gestação = Hipertensão Arterial Crônica.
A hipertensão diagnosticada no primeiro trimestre ou antes da 20ª semana é classificada como crônica, pois a pré-eclâmpsia e a hipertensão gestacional surgem tipicamente após esse marco.
A classificação das síndromes hipertensivas na gestação é fundamental para o manejo clínico e prognóstico. A hipertensão arterial crônica (HAC) é definida como a hipertensão presente antes da gravidez ou diagnosticada antes de 20 semanas de gestação. É um fator de risco significativo para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia sobreposta, descolamento prematuro de placenta e restrição de crescimento fetal. O manejo envolve controle pressórico rigoroso, vigilância de sinais de pré-eclâmpsia e, frequentemente, o uso profilático de aspirina em baixas doses e cálcio, dependendo dos fatores de risco associados. A obesidade e o tabagismo aumentam a complexidade do acompanhamento pré-natal.
O marco principal é a 20ª semana de gestação. Níveis pressóricos elevados (PA ≥ 140/90 mmHg) identificados antes de 20 semanas sugerem hipertensão arterial crônica (HAC), preexistente à gravidez. A hipertensão gestacional e a pré-eclâmpsia surgem classicamente após a 20ª semana, exceto em casos raros como a doença trofoblástica gestacional.
A pré-eclâmpsia sobreposta ocorre quando uma paciente com hipertensão crônica prévia desenvolve proteinúria nova após 20 semanas, ou apresenta um aumento súbito na proteinúria preexistente, ou desenvolve sinais de disfunção orgânica (trombocitopenia, alteração de enzimas hepáticas, sintomas visuais/cerebrais) ou descontrole pressórico grave.
A confirmação exige pelo menos duas medidas de pressão arterial elevada (≥ 140/90 mmHg) com intervalo mínimo de 4 horas. No caso clínico apresentado, a paciente já apresentava 150/90 mmHg com 8 semanas, confirmada após repetição, o que sela o diagnóstico de hipertensão crônica, independentemente de proteinúria.
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