UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
O uso de medicação anti-hipertensiva desde o início da gestação em mulher com hipertensão arterial sistêmica crônica NÃO diminui os riscos de:
Tratamento HAS crônica na gestação ↓ danos órgãos-alvo, mas NÃO previne pré-eclâmpsia sobreposta.
O tratamento da hipertensão arterial crônica na gestação é fundamental para reduzir riscos maternos como AVC e danos a órgãos-alvo, além de algumas complicações fetais. No entanto, a terapia anti-hipertensiva não previne o desenvolvimento de pré-eclâmpsia sobreposta, que é uma complicação específica da gestação com fisiopatologia distinta.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) crônica na gestação é definida como a hipertensão presente antes da gravidez ou diagnosticada antes da 20ª semana de gestação. É uma condição que aumenta significativamente os riscos maternos e fetais, incluindo pré-eclâmpsia sobreposta, restrição de crescimento intrauterino (RCIU), descolamento prematuro de placenta, parto prematuro e mortalidade perinatal. O manejo adequado é crucial para otimizar os desfechos. O tratamento anti-hipertensivo na gestação visa controlar a pressão arterial para prevenir complicações maternas graves, como acidente vascular encefálico e danos a órgãos-alvo. Medicamentos como metildopa, labetalol e nifedipino são considerados seguros e eficazes. No entanto, é fundamental compreender que, embora o controle da HAS crônica reduza muitos riscos, ele não é capaz de prevenir o desenvolvimento da pré-eclâmpsia sobreposta, que é uma complicação com fisiopatologia placentária distinta e que pode ocorrer mesmo com a pressão arterial bem controlada. A pré-eclâmpsia sobreposta é caracterizada pelo surgimento de proteinúria nova ou piora da proteinúria preexistente, ou pelo desenvolvimento de sinais de disfunção de órgãos-alvo após a 20ª semana de gestação em uma mulher com HAS crônica. O reconhecimento precoce e o manejo intensivo são essenciais para essa condição. O acompanhamento pré-natal de gestantes com HAS crônica deve ser rigoroso, com monitoramento da pressão arterial, avaliação da função renal, pesquisa de proteinúria e vigilância do bem-estar fetal para identificar precocemente complicações e otimizar a conduta.
Os principais objetivos são prevenir complicações maternas graves, como acidente vascular encefálico, insuficiência cardíaca e danos a órgãos-alvo, e otimizar o ambiente intrauterino para o desenvolvimento fetal, reduzindo riscos como o descolamento prematuro de placenta.
Pré-eclâmpsia sobreposta é o desenvolvimento de pré-eclâmpsia (hipertensão nova ou piora da preexistente com proteinúria ou disfunção de órgãos) em uma gestante com hipertensão arterial crônica. A HAS crônica é preexistente à gestação, enquanto a pré-eclâmpsia é uma condição específica da gravidez.
Os medicamentos de primeira linha seguros na gestação incluem metildopa, labetalol e nifedipino. Inibidores da ECA e bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) são contraindicados devido aos seus efeitos teratogênicos.
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