UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Gestante portadora de hipertensão arterial crônica prévia à gestação. Considerando-se as condições clínicas abaixo, assinalar a alternativa que tem indicação de uso de medicamento anti-hipertensivo:
Hipertensão crônica na gestação: iniciar anti-hipertensivo se lesão de órgão-alvo ou PA ≥ 150/100 mmHg.
Em gestantes com hipertensão arterial crônica, a indicação de tratamento anti-hipertensivo não se baseia apenas no diagnóstico prévio, mas principalmente na presença de lesão de órgão-alvo ou níveis pressóricos persistentemente elevados (geralmente ≥ 150/100 mmHg), para prevenir complicações maternas e fetais.
A hipertensão arterial crônica na gestação é uma condição que exige manejo cuidadoso devido aos riscos maternos e fetais. É definida como hipertensão presente antes da gestação ou diagnosticada antes da 20ª semana. O objetivo do tratamento é prevenir complicações graves, como acidente vascular cerebral materno e pré-eclâmpsia sobreposta, sem comprometer o fluxo sanguíneo uteroplacentário. A decisão de iniciar ou intensificar o tratamento anti-hipertensivo não se baseia apenas no diagnóstico de hipertensão crônica, mas principalmente na presença de lesão de órgão-alvo (como disfunção renal, hipertrofia ventricular esquerda, retinopatia hipertensiva) ou em níveis pressóricos persistentemente elevados (geralmente ≥ 150/100 mmHg). O tratamento visa manter a pressão arterial em níveis seguros, tipicamente entre 120-150/80-100 mmHg. Os medicamentos de escolha para o tratamento da hipertensão na gestação incluem metildopa, labetalol e nifedipino, devido ao seu perfil de segurança. É fundamental que residentes e profissionais de saúde monitorem de perto essas gestantes, avaliando a pressão arterial, a função renal, a proteinúria e o bem-estar fetal, para otimizar os desfechos maternos e perinatais.
O tratamento é indicado se houver lesão de órgão-alvo, ou se os níveis pressóricos forem persistentemente ≥ 150/100 mmHg, para reduzir riscos maternos e fetais.
Os medicamentos de primeira linha incluem metildopa, labetalol e nifedipino. Inibidores da ECA e bloqueadores dos receptores de angiotensina são contraindicados.
A restrição de crescimento fetal é uma complicação da hipertensão, mas a indicação de tratamento anti-hipertensivo é primariamente baseada nos níveis pressóricos maternos e na presença de lesão de órgão-alvo, visando prevenir a progressão da doença materna.
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