Hipertensão e Doença Renal Crônica: Metas Pressóricas DBHA 2020

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2022

Enunciado

Em relação à Hipertensão Arterial em doentes renais. Assina a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, 2020 recomenda em adultos com Hipertensão Arterial e Doença Renal Crônica, diabéticos ou não, meta de PA < 130/80 mmHg para os que estejam em tratamento conservador.
  2. B) A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, 2020 recomenda em adultos com Hipertensão Arterial e Doença Renal Crônica, diabéticos ou não, meta de PA < 120/75 mmHg.
  3. C) A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, 2020 recomenda em adultos com Hipertensão Arterial e Doença Renal Crônica, diabéticos ou não, meta de PA < 140/90 mmHg.
  4. D) A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, 2020 recomenda em adultos com Hipertensão Arterial e Doença Renal Crônica, diabéticos ou não, meta de PA < 120/80 mmHg.

Pérola Clínica

DBHA 2020: DRC em tratamento conservador (com ou sem DM) → meta PA < 130/80 mmHg.

Resumo-Chave

A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2020 estabelece metas pressóricas específicas para pacientes com Doença Renal Crônica (DRC), visando otimizar a proteção renal e cardiovascular. Para adultos com DRC em tratamento conservador, independentemente da presença de diabetes, a meta recomendada é manter a pressão arterial abaixo de 130/80 mmHg.

Contexto Educacional

A hipertensão arterial é uma comorbidade extremamente prevalente e de grande impacto na progressão da doença renal crônica (DRC), sendo um dos principais fatores de risco para a perda da função renal e para o desenvolvimento de eventos cardiovasculares. O manejo adequado da pressão arterial em pacientes com DRC é, portanto, uma pedra angular na nefrologia e na clínica médica, exigindo conhecimento atualizado das diretrizes. As diretrizes, como a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (DBHA) de 2020, fornecem recomendações específicas para o controle pressórico nessa população. A meta de pressão arterial é cuidadosamente estabelecida para equilibrar a proteção renal e cardiovascular com o risco de hipotensão e efeitos adversos dos medicamentos. A presença de diabetes, embora seja um fator de risco adicional, não altera a meta pressórica para pacientes com DRC em tratamento conservador, que permanece < 130/80 mmHg. O tratamento da hipertensão na DRC geralmente envolve modificações no estilo de vida e terapia farmacológica. IECA e BRA-II são frequentemente a primeira escolha devido aos seus benefícios renais, mas exigem monitoramento da função renal e dos níveis de potássio. Diuréticos, bloqueadores dos canais de cálcio e betabloqueadores também podem ser utilizados, conforme a necessidade de controle e as comorbidades do paciente.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do controle pressórico rigoroso em pacientes com Doença Renal Crônica (DRC)?

O controle pressórico rigoroso em pacientes com DRC é crucial para retardar a progressão da doença renal, reduzir a albuminúria e diminuir o risco de eventos cardiovasculares, que são a principal causa de morbimortalidade nessa população.

Quais classes de anti-hipertensivos são preferenciais em pacientes com DRC?

Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e bloqueadores do receptor de angiotensina II (BRA-II) são as classes preferenciais em pacientes com DRC e albuminúria, devido aos seus efeitos nefroprotetores, desde que a função renal e o potássio sejam monitorados.

A meta pressórica para pacientes diabéticos com DRC é diferente?

De acordo com a DBHA 2020, para adultos com Hipertensão Arterial e Doença Renal Crônica, diabéticos ou não, em tratamento conservador, a meta de PA é a mesma: < 130/80 mmHg.

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