HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2024
Um pediatra atende há dois anos uma paciente feminina de 12 anos de idade com estatura no percentil 50, e ela tem excesso de peso (IMC: percentil 90). A aferição da PA nas últimas três ocasiões mostrou os seguintes valores: 1) 126x84 mmHg; 2) 130x84 mmHg; 3) 128x80 mmHg. Ela é assintomática e tem antecedentes familiares de hipertensão arterial (pai e avós maternos). Sabe-se que os valores normais da tabela de PA são: P50: 108x62 mmHg, P90: 121x75 mmHg, P95: 125x78 mmHg e P99: 137x90 mmHg. Nesse contexto, é correto afirmar:
A hipertensão arterial em crianças e adolescentes é uma condição séria que exige diagnóstico e manejo adequados para prevenir complicações cardiovasculares futuras. O diagnóstico é estabelecido quando a pressão arterial sistólica e/ou diastólica é consistentemente ≥ percentil 95 para idade, sexo e altura em três ou mais ocasiões distintas. No caso apresentado, a paciente de 12 anos com excesso de peso e valores de PA (126x84, 130x84, 128x80 mmHg) consistentemente acima do P95 (125x78 mmHg) para sua faixa etária, sexo e altura, já preenche critérios para o diagnóstico de hipertensão arterial. Uma vez diagnosticada a hipertensão, a investigação de lesão de órgãos-alvo é uma etapa crucial, mesmo em pacientes assintomáticos. A hipertensão prolongada pode causar danos subclínicos em órgãos como coração, rins, cérebro e olhos. Exames como o ecocardiograma para avaliar hipertrofia ventricular esquerda, o exame de fundo de olho para retinopatia hipertensiva e a dosagem de albuminúria (ou relação albumina/creatinina urinária) para detectar disfunção renal são fundamentais para estratificar o risco e guiar o tratamento. Além da investigação de órgãos-alvo, é importante considerar a etiologia da hipertensão. Embora a hipertensão primária (essencial) seja mais comum em adolescentes, especialmente com obesidade e histórico familiar, a investigação de causas secundárias pode ser necessária em casos atípicos. O tratamento inicial sempre envolve mudanças no estilo de vida, como dieta saudável e exercícios. A decisão de iniciar tratamento medicamentoso depende do estágio da hipertensão, presença de lesão de órgãos-alvo e comorbidades.
O diagnóstico é feito com base em três ou mais aferições de pressão arterial em diferentes ocasiões, com valores consistentemente acima do percentil 95 para idade, sexo e altura. A paciente apresenta valores acima do P95.
Exames como fundo de olho para retinopatia, ecocardiograma para hipertrofia ventricular esquerda, e albuminúria (ou relação albumina/creatinina urinária) para disfunção renal são essenciais para avaliar o acometimento de órgãos-alvo.
Antecedentes familiares de hipertensão arterial aumentam o risco de hipertensão primária (essencial) em crianças e adolescentes, e reforçam a necessidade de monitoramento rigoroso e intervenções no estilo de vida.
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