HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2022
Considere um paciente, sexo masculino, 13 anos de idade, estatura no percentil 50 e peso em excesso (IMC percentil 90) acompanhado há dois anos.Aaferição da PA, nas últimas três ocasiões, mostrou os valores a seguir. 1. 126 x 84 mmHg;2. 130 x 84 mmHg;3. 128 x 80 mmHg. O adolescente é assintomático e tem antecedentes familiares de hipertensão arterial (pai e avós paternos). Sabe-se que os valores normais da tabela de PA são:P50 = 108 x 62 mmHg;P90 = 121 x 75 mmHg;P95 = 125 x 78 mmHg.Nesse contexto, é correto afirmar:
Adolescente com PA > P95 em 3 aferições → investigar lesão de órgão-alvo (LOA) e causas secundárias.
A hipertensão arterial em adolescentes, especialmente com fatores de risco como obesidade e histórico familiar, requer investigação de lesão de órgão-alvo (LOA) mesmo na ausência de sintomas. A detecção precoce de LOA, como hipertrofia ventricular esquerda ou microalbuminúria, é crucial para guiar o tratamento e prevenir complicações futuras.
A hipertensão arterial em adolescentes é uma condição cada vez mais prevalente, muitas vezes associada à obesidade e ao estilo de vida sedentário. Seu diagnóstico é baseado em valores de pressão arterial (PA) que excedem o percentil 95 para idade, sexo e altura em pelo menos três aferições distintas. É fundamental reconhecer que a hipertensão pediátrica pode ser primária (essencial) ou secundária, sendo esta última mais comum em crianças mais jovens e em casos de hipertensão grave ou de difícil controle. A identificação precoce é vital para prevenir complicações a longo prazo. Apesar de frequentemente assintomática, a hipertensão em adolescentes pode levar a lesões de órgãos-alvo (LOA) silenciosas. Por isso, a investigação de LOA é um pilar do manejo. Exames como ecocardiograma para avaliar hipertrofia ventricular esquerda, exame de fundo de olho para retinopatia hipertensiva e a dosagem de albuminúria (relação albumina/creatinina urinária) para detectar disfunção renal são essenciais. A presença de LOA indica maior gravidade e a necessidade de intervenção terapêutica mais agressiva, incluindo, se necessário, o tratamento medicamentoso. O tratamento inicial da hipertensão em adolescentes geralmente foca em mudanças no estilo de vida, como dieta saudável, aumento da atividade física e controle do peso. No entanto, a presença de LOA, hipertensão grave ou falha nas medidas não farmacológicas pode indicar a necessidade de terapia medicamentosa. O prognóstico melhora significativamente com o diagnóstico e manejo precoces, destacando a importância do rastreamento da PA em todas as consultas pediátricas de rotina.
O diagnóstico de hipertensão arterial em adolescentes é feito quando a pressão arterial sistólica e/ou diastólica é ≥ percentil 95 para idade, sexo e altura em três ou mais ocasiões distintas. Valores entre P90 e P95 são considerados pré-hipertensão.
A investigação de lesão de órgão-alvo (LOA) é crucial porque a hipertensão pediátrica pode ser assintomática por anos, mas causar danos silenciosos a órgãos como coração, rins e olhos. A detecção precoce de LOA, como hipertrofia ventricular esquerda, microalbuminúria ou alterações retinianas, permite intervenção para prevenir complicações graves na vida adulta.
Os exames recomendados incluem ecocardiograma para avaliar hipertrofia ventricular esquerda, exame de fundo de olho para retinopatia hipertensiva e dosagem de albuminúria (relação albumina/creatinina urinária) para disfunção renal. Outros exames podem ser solicitados para investigar causas secundárias, se houver suspeita.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo