UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Paciente do sexo masculino, 48 anos, sobrepeso, com dislipidemia, hipertensão primaria e diabetes, vem a consulta de rotina na unidade básica de saúde, com MRPA (Monitorização residencial de pressão arterial), com pressão média acima do traçado. Como meta no plano terapêutico, este paciente já faz uso de dois anti-hipertensivos, antes de instituir mudanças farmacológicas deve-se rever:
Antes de escalar medicação, otimize mudanças de estilo de vida: dieta hipossódica (<2g Na/dia), rica em fibras e atividade física regular.
Em pacientes com hipertensão e comorbidades que já utilizam dois anti-hipertensivos e ainda apresentam pressão elevada, a revisão e otimização das medidas não farmacológicas, como a dieta e o controle do sódio, são cruciais antes de adicionar ou modificar a terapia medicamentosa.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica multifatorial, caracterizada por níveis elevados e sustentados da pressão arterial. É um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. O manejo da HAS é complexo e envolve tanto medidas farmacológicas quanto não farmacológicas, sendo estas últimas a base do tratamento e essenciais para todos os pacientes. Em pacientes com HAS e comorbidades como diabetes e dislipidemia, o controle da pressão arterial é ainda mais crítico. Quando um paciente já está em uso de dois anti-hipertensivos e a pressão arterial ainda não está controlada, é imperativo revisar a adesão às mudanças de estilo de vida antes de simplesmente adicionar um terceiro medicamento. A dieta, em particular, desempenha um papel fundamental. A redução da ingestão de sódio para menos de 2 gramas por dia (equivalente a 5g de sal) é uma das intervenções mais eficazes. Além disso, a adoção de uma dieta rica em fibras, frutas, vegetais e laticínios desnatados (como a dieta DASH), a redução de açúcares refinados e gorduras saturadas, a prática regular de atividade física e a manutenção de um peso saudável são pilares do tratamento não farmacológico. A revisão desses pontos com o paciente, buscando identificar barreiras e promover a adesão, pode trazer resultados significativos no controle pressórico e na saúde geral, muitas vezes evitando a necessidade de escalar a terapia farmacológica.
Para pacientes hipertensos, a recomendação é reduzir a ingestão de sódio para menos de 2 gramas por dia, o que equivale a aproximadamente 5 gramas de cloreto de sódio (sal de cozinha).
Outras mudanças dietéticas importantes incluem o aumento do consumo de frutas, vegetais e laticínios desnatados (Dieta DASH), redução de gorduras saturadas e trans, e limitação de açúcares refinados e bebidas açucaradas.
A revisão do estilo de vida é fundamental porque a adesão a essas medidas pode ter um impacto significativo na redução da pressão arterial. Muitas vezes, a falta de controle pressórico se deve à não adesão ou à otimização insuficiente das medidas não farmacológicas.
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