Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2021
Na microcirculação, a disfunção endotelial vascular dos hipertensos promove vasoconstrição, remodelamento eutrófico, sendo correto o item:
Hipertensão → remodelamento eutrófico microvascular = ↑ relação M/L sem modificação externa, ↓ reserva vasodilatadora, rarefação vascular (capilaroscopia in vivo).
Na hipertensão, a disfunção endotelial e o remodelamento eutrófico da microcirculação levam a um aumento da relação média/lúmen (espessura da parede em relação ao diâmetro do lúmen) sem alteração do diâmetro externo do vaso. Isso resulta em diminuição da reserva vasodilatadora e rarefação vascular, que pode ser detectada por capilaroscopia in vivo.
A hipertensão arterial é uma doença crônica que afeta milhões de pessoas globalmente, sendo um fator de risco primário para doenças cardiovasculares e renais. A microcirculação desempenha um papel fundamental na regulação da pressão arterial e na patogênese da hipertensão. A disfunção endotelial é um evento precoce e crucial, levando a alterações estruturais e funcionais nos pequenos vasos. A fisiopatologia da microcirculação na hipertensão envolve o remodelamento vascular, sendo o remodelamento eutrófico o tipo mais comum. Este é caracterizado por um aumento na espessura da parede do vaso em relação ao seu lúmen (relação média/lúmen aumentada), sem alteração no diâmetro externo do vaso. Isso resulta em um lúmen efetivo menor, aumentando a resistência vascular periférica. Além disso, ocorre uma diminuição da reserva vasodilatadora e rarefação vascular, que é a perda de capilares funcionais, contribuindo para a isquemia tecidual e a progressão da doença. A avaliação da microcirculação, especialmente a rarefação vascular, pode ser realizada por capilaroscopia in vivo, uma técnica não invasiva que permite a visualização direta dos capilares. Compreender essas alterações é vital para o diagnóstico, prognóstico e desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas para a hipertensão, permitindo que residentes identifiquem os mecanismos subjacentes à doença.
É um processo onde a parede do vaso se torna mais espessa e o lúmen diminui, mas o diâmetro externo do vaso permanece inalterado, resultando em um aumento da relação média/lúmen.
A rarefação vascular, que é a diminuição do número de vasos funcionais, pode ser avaliada por técnicas como a capilaroscopia in vivo, que permite visualizar e quantificar os capilares.
A disfunção endotelial promove vasoconstrição, remodelamento vascular, diminuição da produção de vasodilatadores (como óxido nítrico) e aumento da produção de vasoconstritores, contribuindo para o aumento da resistência vascular periférica e a progressão da hipertensão.
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