Hipertensão e Diabetes com Albuminúria: Conduta Ideal

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 57 anos com diagnóstico de diabetes mellitus há 10 anos e uso regular de metformina 2 g/dia e gliclazida 60 mg/dia comparece à unidade básica de saúde (UBS). Durante a consulta, a pressão arterial média, aferida em 3 medições consecutivas com intervalos de 1 minuto, é de 154 x 94 mmHg. Ao revisar o prontuário, o médico observa que, nas últimas 3 consultas, os níveis pressóricos registrados também estavam acima de 140 x 90 mmHg . Além disso, o médico verifica exame prévio de albuminúria de 50 mg/g de creatinina (valor de referência: < 30 mg/g de creatinina). De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão e com base nesse quadro clínico e laboratorial, a conduta terapêutica inicial mais adequada para o tratamento da hipertensão consiste na prescrição de

Alternativas

  1. A) betabloqueador.
  2. B) diurético.
  3. C) inibidor da enzima de conversão.
  4. D) bloqueador de canal de cálcio.

Pérola Clínica

Hipertensão + Diabetes + Albuminúria → IECA ou BRA para proteção renal e controle pressórico.

Resumo-Chave

Em pacientes com hipertensão arterial e diabetes mellitus, especialmente na presença de albuminúria, os inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) são a primeira escolha terapêutica. Eles não só controlam a pressão arterial, mas também oferecem proteção renal significativa, retardando a progressão da nefropatia diabética.

Contexto Educacional

A hipertensão arterial e o diabetes mellitus são condições crônicas que frequentemente coexistem e potencializam o risco de complicações cardiovasculares e renais. A presença de albuminúria em um paciente diabético hipertenso é um sinal de alerta para o desenvolvimento ou progressão da nefropatia diabética, uma das principais causas de doença renal crônica terminal. O manejo adequado da pressão arterial é crucial nesse cenário. A fisiopatologia da nefropatia diabética envolve hiperfiltração glomerular, disfunção endotelial e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), levando a danos estruturais nos glomérulos e túbulos renais. A albuminúria, mesmo em níveis baixos (microalbuminúria), reflete essa lesão e é um marcador prognóstico importante. De acordo com as diretrizes brasileiras e internacionais, a conduta terapêutica inicial para hipertensão em pacientes diabéticos com albuminúria deve incluir um inibidor da enzima de conversão da angiotensina (IECA) ou um bloqueador do receptor de angiotensina (BRA). Essas classes de medicamentos não apenas controlam eficazmente a pressão arterial, mas também exercem um efeito nefroprotetor significativo ao reduzir a pressão intraglomerular e a proteinúria, retardando a progressão da doença renal.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da albuminúria em pacientes diabéticos hipertensos?

A albuminúria é um marcador precoce de lesão renal em pacientes diabéticos e um preditor independente de risco cardiovascular. Sua presença indica nefropatia diabética e a necessidade de intervenção para proteção renal.

Por que os IECA ou BRA são a primeira escolha para hipertensão em diabéticos com albuminúria?

IECA e BRA são a primeira escolha porque, além de controlar a pressão arterial, eles reduzem a proteinúria e retardam a progressão da nefropatia diabética, oferecendo proteção renal superior a outras classes de anti-hipertensivos.

Quais são os alvos pressóricos para pacientes diabéticos com hipertensão?

As diretrizes geralmente recomendam um alvo de pressão arterial < 130/80 mmHg para pacientes diabéticos, especialmente aqueles com albuminúria, para otimizar a proteção cardiovascular e renal.

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