Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2022
Qual o valor em mililitros de solução salina a ser infundida na bexiga de uma paciente feminina em vigilância para hipertensão abdominal?
Medida PAI via bexiga: infundir 25 mL de solução salina estéril.
Para a monitorização da pressão intra-abdominal (PIA) através da bexiga, o protocolo padrão recomendado pela World Society of the Abdominal Compartment Syndrome (WSACS) é infundir 25 mL de solução salina estéril na bexiga, garantindo uma leitura precisa e reprodutível da pressão.
A hipertensão abdominal (HA) é definida como uma pressão intra-abdominal (PIA) sustentada ou repetida maior ou igual a 12 mmHg. É uma condição comum em pacientes críticos e pode progredir para a síndrome compartimental abdominal (SCA), uma emergência médica caracterizada por PIA > 20 mmHg associada a nova disfunção ou falência orgânica. A identificação e monitorização precoces são vitais para o manejo. A medição da PIA é mais comumente realizada de forma indireta através da bexiga, utilizando um cateter vesical. Esta técnica é considerada o padrão-ouro devido à sua simplicidade, reprodutibilidade e baixo custo. O procedimento envolve a instilação de um volume padronizado de solução salina estéril na bexiga, que atua como um balão transdutor, transmitindo a pressão do abdômen para um sistema de monitorização externo. De acordo com as diretrizes da World Society of the Abdominal Compartment Syndrome (WSACS), o volume recomendado de solução salina a ser infundido na bexiga para uma medição precisa da PIA é de 25 mL. Volumes menores podem subestimar a pressão, enquanto volumes maiores podem superestimá-la, além de causar desconforto ao paciente. A monitorização contínua ou intermitente da PIA é fundamental para guiar o tratamento e prevenir as graves complicações da HA e SCA.
Sinais incluem distensão abdominal, oligúria, aumento da pressão inspiratória máxima em pacientes ventilados, hipotensão e disfunção orgânica progressiva.
A bexiga é uma estrutura complacente e de fácil acesso, que atua como um transdutor passivo da pressão intra-abdominal, permitindo uma medição indireta e minimamente invasiva.
A monitorização é crucial para identificar precocemente a hipertensão abdominal e a síndrome compartimental abdominal, permitindo intervenções oportunas para prevenir disfunção orgânica e reduzir a mortalidade.
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