UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Mulher, 61 anos de idade, refere aumento progressivo e intenso de pelos pelo corpo, queda de cabelos importante, engrossamento da voz e aumento do clitóris há 6 meses. Qual é a hipótese mais provável?
Virilização rápida e intensa em < 1 ano → investigar tumor ovariano ou adrenal; hipertecose é diagnóstico diferencial.
A virilização de início rápido e progressivo, com sinais como clitoromegalia e engrossamento da voz, sugere uma causa tumoral ou hiperandrogenismo severo. A hipertecose ovariana, embora benigna, pode causar virilização significativa devido à produção excessiva de androgênios pelas células tecais.
A virilização em mulheres é caracterizada pelo desenvolvimento de características sexuais masculinas devido ao excesso de androgênios. É um quadro clínico que exige investigação rápida, especialmente quando de início súbito e progressivo, pois pode indicar condições graves como tumores produtores de androgênios. A hipertecose ovariana é uma condição benigna, mas que pode causar virilização severa, sendo mais comum em mulheres na pós-menopausa. O diagnóstico diferencial da virilização inclui a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), tumores ovarianos (tecoma, tumor de células de Sertoli-Leydig), tumores adrenais (adenoma, carcinoma) e hiperplasia adrenal congênita de início tardio. A avaliação laboratorial com dosagem de androgênios e exames de imagem são cruciais para o diagnóstico etiológico. O tratamento depende da causa subjacente. Para tumores, a ressecção cirúrgica é a conduta. Na hipertecose, pode-se considerar ooforectomia bilateral em casos refratários ou terapia de supressão hormonal. O manejo adequado visa não apenas a melhora estética, mas também a prevenção de complicações metabólicas e cardiovasculares associadas ao hiperandrogenismo.
Os sinais de virilização incluem hirsutismo severo, alopecia androgênica, engrossamento da voz, clitoromegalia, aumento da massa muscular e irregularidades menstruais.
A hipertecose cursa com níveis de testosterona mais elevados e virilização mais acentuada que a SOP, além de ser mais comum em mulheres pós-menopausa.
Devem ser solicitados testosterona total e livre, DHEA-S, 17-hidroxiprogesterona, cortisol e exames de imagem como ultrassonografia pélvica e tomografia de adrenais.
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