Acetazolamida e Alergia a Sulfas: Riscos e Condutas

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2020

Enunciado

Alergia prévia a qual das substâncias abaixo, constitui contraindicação relativa ao uso de acetazolamida?

Alternativas

  1. A) Penicilina
  2. B) Eritromicina
  3. C) Tetraciclina
  4. D) Sulfametoxazol com Trimetroprima

Pérola Clínica

Acetazolamida = derivado sulfonamídico; cautela em alérgicos a 'Sulfa' (Sulfametoxazol).

Resumo-Chave

A acetazolamida possui estrutura química derivada das sulfonamidas, o que impõe uma contraindicação relativa em pacientes com histórico de hipersensibilidade a antibióticos do grupo sulfa.

Contexto Educacional

A acetazolamida é um potente inibidor da anidrase carbônica utilizado para reduzir a pressão intraocular através da diminuição da produção do humor aquoso pelo corpo ciliar. Sua estrutura química contém o grupo funcional sulfonamida, o que a coloca no mesmo grupo farmacológico de diversos diuréticos e antibióticos. Na prática clínica, a contraindicação em alérgicos a sulfa é considerada relativa para reações leves, mas deve ser rigorosamente respeitada em casos de anafilaxia ou reações cutâneas graves prévias. O médico deve sempre realizar uma anamnese detalhada sobre o tipo de reação alérgica apresentada pelo paciente antes de prescrever medicação sistêmica para glaucoma.

Perguntas Frequentes

Por que existe risco entre Acetazolamida e Sulfametoxazol?

A acetazolamida é um inibidor da anidrase carbônica que pertence à classe química das sulfonamidas não-antibióticas. Embora a estrutura molecular difira ligeiramente das sulfonamidas antibióticas (como o sulfametoxazol), existe um risco teórico e clínico de reatividade cruzada. Pacientes que apresentam reações graves, como síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica com sulfas, devem evitar o uso de acetazolamida.

Quais são as principais contraindicações da Acetazolamida?

Além da hipersensibilidade às sulfonamidas, as contraindicações absolutas ou relativas incluem: insuficiência renal grave, insuficiência hepática (risco de encefalopatia), hiponatremia, hipocalemia e acidose hiperclorêmica. Também deve ser evitada em pacientes com doença de Addison e em casos de glaucoma de ângulo fechado crônico não controlado onde a cirurgia é preferível.

Quais os efeitos colaterais sistêmicos mais comuns?

Os pacientes frequentemente relatam parestesias (formigamento em mãos e pés), alteração do paladar (gosto metálico, especialmente com bebidas gaseificadas), fadiga, anorexia e poliúria. Complicações mais graves, embora raras, incluem discrasias sanguíneas e formação de cálculos renais devido à alteração do pH urinário.

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