Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2020
Mulher de 27 anos cursando com amenorreia devido à hiperprolactinemia. A alternativa que apresenta opções terapêuticas adequadas ao caso é:
Hiperprolactinemia → Amenorreia: Tratar com agonistas dopaminérgicos (Cabergolina, Bromoergocriptina).
A hiperprolactinemia, seja por prolactinoma ou outras causas, frequentemente leva a amenorreia e galactorreia devido à inibição do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. O tratamento de primeira linha são os agonistas dopaminérgicos, como a cabergolina e a bromoergocriptina, que reduzem a produção de prolactina.
A hiperprolactinemia é uma condição endócrina comum, caracterizada por níveis elevados de prolactina no sangue. Em mulheres, frequentemente se manifesta com amenorreia, oligomenorreia e galactorreia, impactando a fertilidade e a qualidade de vida. É um tema relevante na ginecologia e endocrinologia para residentes. A prolactina é um hormônio secretado pela hipófise anterior, cuja secreção é tonicamente inibida pela dopamina. A hiperprolactinemia pode ser causada por prolactinomas (tumores hipofisários produtores de prolactina), uso de certos medicamentos (antipsicóticos, antieméticos), hipotireoidismo, estresse, gravidez e lactação. A elevação da prolactina inibe a secreção de GnRH, levando à supressão das gonadotrofinas (LH e FSH) e, consequentemente, à amenorreia e infertilidade. O tratamento de escolha para a hiperprolactinemia, especialmente quando sintomática ou causada por prolactinoma, são os agonistas dopaminérgicos. A cabergolina é geralmente preferida devido à sua maior eficácia, melhor tolerabilidade e posologia mais conveniente (geralmente uma ou duas vezes por semana) em comparação com a bromoergocriptina. Esses medicamentos atuam reduzindo a produção de prolactina e, no caso de prolactinomas, diminuindo o tamanho do tumor. É fundamental evitar medicamentos que possam elevar a prolactina, como os antagonistas dopaminérgicos.
Em mulheres, a hiperprolactinemia pode causar amenorreia (ausência de menstruação), oligomenorreia (menstruação irregular), galactorreia (produção de leite fora da gravidez/lactação), infertilidade e diminuição da libido, devido à inibição do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal.
Os agonistas dopaminérgicos, como cabergolina e bromoergocriptina, mimetizam a ação da dopamina, que é um inibidor fisiológico da secreção de prolactina pela hipófise. Ao ativarem os receptores D2 na hipófise, eles reduzem a produção e liberação de prolactina.
Medicamentos que bloqueiam os receptores de dopamina ou que interferem no metabolismo da dopamina podem elevar os níveis de prolactina. Exemplos incluem antipsicóticos (como sulpirida), antieméticos (como bromoprida e metoclopramida) e alguns antidepressivos, devendo ser evitados ou usados com cautela.
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