HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025
Sobre a hiperprolactinemia, assinale a correta:
Hiperprolactinemia pode ser secundária a hipotireoidismo primário ou doença de Addison.
A hiperprolactinemia é uma condição multifatorial. É crucial investigar causas secundárias, como disfunções tireoidianas (hipotireoidismo primário) e adrenais (doença de Addison), antes de focar em causas hipofisárias primárias, pois o tratamento da causa subjacente pode normalizar os níveis de prolactina.
A hiperprolactinemia é uma condição caracterizada por níveis elevados de prolactina no sangue, podendo causar galactorreia, amenorreia, infertilidade e disfunção sexual. É uma condição relativamente comum na prática clínica e sua investigação é crucial para o manejo adequado. A compreensão de suas diversas etiologias é fundamental para o diagnóstico diferencial e a escolha do tratamento. A fisiopatologia da hiperprolactinemia envolve principalmente a perda da inibição tônica da dopamina sobre a secreção de prolactina ou a estimulação direta da sua produção. O diagnóstico baseia-se na dosagem sérica da prolactina, sendo importante repetir o exame e excluir causas fisiológicas (gravidez, amamentação, estresse). Níveis muito elevados (>200 ng/mL) sugerem prolactinoma, mas níveis moderados exigem investigação de causas secundárias. O tratamento depende da etiologia. Prolactinomas são geralmente tratados com agonistas dopaminérgicos (cabergolina, bromocriptina). No entanto, se a causa for hipotireoidismo, a reposição de hormônio tireoidiano pode normalizar a prolactina. Da mesma forma, a suspensão ou troca de medicamentos indutores ou o tratamento da doença de Addison são abordagens essenciais.
As causas mais comuns incluem prolactinomas (tumores hipofisários), uso de medicamentos (antipsicóticos, antidepressivos), hipotireoidismo primário, doença de Addison, estresse e gravidez.
No hipotireoidismo primário, a deficiência de hormônios tireoidianos leva ao aumento do TRH (hormônio liberador de tireotrofina), que estimula tanto a TSH quanto a prolactina, resultando em hiperprolactinemia.
Diversos medicamentos podem causar hiperprolactinemia, incluindo antipsicóticos (haloperidol, clorpromazina), antidepressivos tricíclicos, inibidores da recaptação de serotonina, metoclopramida e verapamil, por bloquearem a ação da dopamina.
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