UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020
Quanto às medicações que causam hiperprolactinemia, considere os itens a seguir. I. Risperidona.II. Domperidona.III. Haloperidol.IV. Nifedipina.Assinale a alternativa correta.
Antipsicóticos (Risperidona, Haloperidol) e antieméticos (Domperidona) são causas comuns de hiperprolactinemia.
A hiperprolactinemia induzida por medicamentos ocorre principalmente por bloqueio dos receptores de dopamina D2 na hipófise, que normalmente inibem a secreção de prolactina. Antipsicóticos (risperidona, haloperidol) e antieméticos (domperidona) são os principais agentes, enquanto a nifedipina não é uma causa comum.
A hiperprolactinemia é uma condição caracterizada por níveis elevados de prolactina no sangue, que pode ser causada por diversas condições fisiológicas, patológicas ou pelo uso de medicamentos. A hiperprolactinemia induzida por fármacos é uma causa comum e reversível, sendo crucial para o residente reconhecer os agentes etiológicos. O mecanismo principal da hiperprolactinemia medicamentosa envolve o bloqueio dos receptores de dopamina D2 na hipófise anterior. A dopamina é o principal inibidor tônico da secreção de prolactina. Medicamentos como antipsicóticos (Risperidona, Haloperidol) e antieméticos/procinéticos (Domperidona, Metoclopramida) são os principais culpados, pois atuam como antagonistas dopaminérgicos. A nifedipina, um bloqueador de canal de cálcio, não é classicamente associada a hiperprolactinemia clinicamente significativa. Os sintomas da hiperprolactinemia incluem galactorreia, distúrbios menstruais, infertilidade e disfunção sexual. O manejo envolve a suspensão ou substituição do medicamento, se possível, ou o uso de agonistas dopaminérgicos em casos selecionados.
A maioria dos medicamentos que causam hiperprolactinemia age bloqueando os receptores de dopamina D2 na hipófise anterior, removendo a inibição tônica da dopamina sobre a secreção de prolactina.
Em mulheres, pode causar galactorreia, amenorreia, oligomenorreia, infertilidade e dispareunia. Em homens, pode levar a disfunção erétil, diminuição da libido, infertilidade e, raramente, galactorreia.
A diferenciação é feita pela história clínica detalhada sobre o uso de medicamentos, níveis de prolactina (geralmente < 100 ng/mL na medicamentosa) e exclusão de outras causas como prolactinomas ou hipotireoidismo.
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