Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2024
Dentre as causas não fisiológicas da hiperprolactinemia, a medicamentosa é a mais importante. Assinale a alternativa que representa o medicamento relacionado ao aumento da prolactina.
Hiperprolactinemia medicamentosa → antipsicóticos (Quetiapina, Risperidona) são causa comum.
Muitos medicamentos, especialmente os antipsicóticos de primeira e segunda geração, podem causar hiperprolactinemia ao bloquear os receptores D2 de dopamina no hipotálamo, que normalmente inibe a secreção de prolactina pela hipófise. A Quetiapina, embora com menor afinidade, pode causar esse efeito.
A hiperprolactinemia é uma condição caracterizada por níveis elevados de prolactina no sangue, podendo ser fisiológica, patológica ou medicamentosa. A causa medicamentosa é a mais comum entre as não fisiológicas, sendo crucial para o diagnóstico diferencial. A prolactina é um hormônio secretado pela hipófise anterior, cuja secreção é tonicamente inibida pela dopamina do hipotálamo. Medicamentos que bloqueiam os receptores D2 de dopamina, como muitos antipsicóticos (ex: risperidona, haloperidol, quetiapina), antieméticos (ex: metoclopramida) e alguns antidepressivos, podem elevar os níveis de prolactina. A Quetiapina, embora tenha menor afinidade pelos receptores D2 em comparação com outros antipsicóticos, ainda pode induzir hiperprolactinemia em alguns pacientes. O diagnóstico envolve a dosagem sérica de prolactina e a revisão da medicação do paciente. O manejo da hiperprolactinemia medicamentosa geralmente envolve a redução da dose, a troca do medicamento por um que tenha menor impacto na prolactina ou a adição de um agonista dopaminérgico, se clinicamente indicado e sob supervisão médica. É fundamental reconhecer essa etiologia para evitar investigações desnecessárias de outras causas e para garantir o bem-estar do paciente, pois a hiperprolactinemia crônica pode levar a hipogonadismo e osteopenia.
Antipsicóticos (ex: risperidona, haloperidol, quetiapina), antidepressivos tricíclicos, inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), antieméticos (ex: metoclopramida) e alguns anti-hipertensivos (ex: verapamil) são causas comuns.
Antipsicóticos bloqueiam os receptores D2 de dopamina no hipotálamo, removendo a inibição tônica da dopamina sobre a secreção de prolactina pela hipófise anterior, resultando em níveis elevados de prolactina.
Em mulheres, pode causar galactorreia, amenorreia, oligomenorreia e infertilidade. Em homens, pode levar a disfunção erétil, diminuição da libido, ginecomastia e, menos frequentemente, galactorreia.
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