HCB - Hospital de Amor de Barretos - Unidade Porto Velho (RO) — Prova 2022
Paciente com quadro de infertilidade em investigação. Apresenta Histerossalpingografia com prova de Cotte positiva e dosagem de prolactina 67 ng/mL. A melhor opção no momento é:
Prolactina > 25-30 ng/mL + infertilidade → investigar hiperprolactinemia e tratar com agonistas dopaminérgicos (Cabergolina).
A hiperprolactinemia é uma causa comum de infertilidade feminina devido à inibição da secreção de GnRH e, consequentemente, de FSH e LH, levando à anovulação. A Cabergolina é a droga de escolha para o tratamento, sendo mais potente e com menos efeitos colaterais que a Bromocriptina, normalizando os níveis de prolactina e restaurando a ovulação.
A investigação da infertilidade é um processo complexo que exige uma abordagem sistemática. A hiperprolactinemia é uma causa tratável de infertilidade, frequentemente manifestada por anovulação ou irregularidades menstruais. Níveis elevados de prolactina inibem a secreção pulsátil de GnRH, o que, por sua vez, suprime a liberação de FSH e LH pela hipófise, impedindo o desenvolvimento folicular e a ovulação. O diagnóstico de hiperprolactinemia é feito pela dosagem sérica de prolactina. Valores acima de 25-30 ng/mL são considerados anormais e exigem investigação adicional, incluindo a exclusão de causas farmacológicas e a realização de ressonância magnética de sela túrcica para identificar adenomas hipofisários (prolactinomas). A prova de Cotte positiva na histerossalpingografia, por sua vez, indica permeabilidade tubária, direcionando o foco da investigação para fatores ovulatórios ou masculinos. O tratamento de escolha para a hiperprolactinemia, especialmente quando associada à infertilidade, são os agonistas dopaminérgicos. A Cabergolina é preferida devido à sua maior eficácia, posologia mais conveniente (geralmente uma ou duas vezes por semana) e melhor perfil de tolerabilidade em comparação com a Bromocriptina. O objetivo do tratamento é normalizar os níveis de prolactina, restaurar a ovulação e, consequentemente, a fertilidade, permitindo a concepção natural ou facilitando outras técnicas de reprodução assistida.
Níveis de prolactina acima de 25-30 ng/mL são geralmente considerados elevados e devem ser investigados como causa de infertilidade, especialmente se associados a irregularidades menstruais ou galactorreia.
A Cabergolina é um agonista dopaminérgico de longa ação e alta potência, que normaliza os níveis de prolactina de forma eficaz e com menor incidência de efeitos colaterais gastrointestinais em comparação com a Bromocriptina, facilitando a restauração da ovulação e a concepção.
A prova de Cotte positiva na Histerossalpingografia indica que as tubas uterinas estão pérvias, ou seja, não há obstrução tubária, descartando essa como uma causa de infertilidade e direcionando a investigação para outros fatores, como a anovulação por hiperprolactinemia.
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