UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2021
Mulher, 29a, procurou Unidade Básica de Saúde por irregularidade menstrual há dois anos. Encontra-se em amenorreia há cinco meses com teste de gravidez negativo. Refere menarca aos 12 anos. Método contraceptivo: condom. Antecedente pessoal: fibromialgia em tratamento com amitriptilina há três anos.A ETIOLOGIA MAIS PROVÁVEL DA IRREGULARIDADE MENSTRUAL É:
Amenorreia + uso de amitriptilina → suspeitar de hiperprolactinemia induzida por fármaco.
A amitriptilina, um antidepressivo tricíclico, pode causar hiperprolactinemia como efeito colateral, levando à irregularidade menstrual e amenorreia. É a etiologia mais provável neste caso, dada a história de uso do medicamento.
A amenorreia secundária, definida como a ausência de menstruação por três ciclos consecutivos ou por seis meses em mulheres com ciclos previamente regulares, é um sintoma comum que requer investigação cuidadosa. A história clínica detalhada, incluindo o uso de medicamentos, é fundamental para o diagnóstico etiológico. A hiperprolactinemia é uma causa frequente de amenorreia secundária, podendo ser fisiológica (gravidez, amamentação), patológica (adenomas hipofisários) ou induzida por fármacos. Medicamentos que antagonizam a dopamina ou inibem sua síntese/liberação, como antidepressivos tricíclicos (ex: amitriptilina), antipsicóticos e alguns antieméticos, podem elevar os níveis de prolactina, resultando em disfunção menstrual. O mecanismo envolve a inibição da dopamina, que normalmente exerce um controle tônico inibitório sobre a secreção de prolactina pela hipófise. Níveis elevados de prolactina, por sua vez, suprimem a secreção de GnRH, FSH e LH, levando à anovulação e, consequentemente, à amenorreia. O manejo envolve a identificação e, se possível, a suspensão ou substituição do fármaco causador, ou o tratamento com agonistas dopaminérgicos.
As causas comuns incluem gravidez, disfunções tireoidianas, hiperprolactinemia (fisiológica ou induzida por fármacos), síndrome dos ovários policísticos e estresse.
A amitriptilina, um antidepressivo tricíclico, pode inibir a dopamina, que normalmente suprime a secreção de prolactina. A redução da dopamina leva ao aumento da prolactina (hiperprolactinemia), que interfere no eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, causando anovulação e amenorreia.
A investigação inicial inclui teste de gravidez, dosagem de TSH, prolactina, FSH, LH e estradiol, além de uma história clínica detalhada sobre medicamentos e comorbidades.
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