HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2022
São medicamentos que podem estimular a produção de prolactina: 1 - Metildopa2 - Propranolol3 - Cimetidina4 - ErgotaminaEstá correto apenas o contido em:
Metildopa e Cimetidina → ↑ prolactina por bloqueio dopaminérgico ou H2.
Alguns medicamentos podem induzir hiperprolactinemia por diferentes mecanismos. A metildopa, um agonista alfa-2 adrenérgico, pode reduzir a inibição dopaminérgica da prolactina. A cimetidina, um antagonista H2, também pode ter um efeito sobre a prolactina, embora menos potente que outros anti-histamínicos ou antipsicóticos.
A hiperprolactinemia medicamentosa é uma causa comum de elevação dos níveis de prolactina, que pode levar a uma série de sintomas clínicos. A prolactina é um hormônio secretado pela hipófise anterior, cuja secreção é tonicamente inibida pela dopamina hipotalâmica. Qualquer medicamento que interfira com essa via dopaminérgica pode resultar em hiperprolactinemia. Medicamentos como a metildopa, um anti-hipertensivo que atua como agonista alfa-2 adrenérgico, podem reduzir a síntese ou liberação de dopamina, diminuindo sua ação inibitória sobre a prolactina. A cimetidina, um antagonista dos receptores H2 da histamina, também pode influenciar a secreção de prolactina, embora seu efeito seja geralmente menos pronunciado do que o de outros fármacos. É fundamental que o médico esteja ciente desses efeitos adversos para um diagnóstico diferencial preciso. O reconhecimento da hiperprolactinemia induzida por drogas é crucial para evitar investigações desnecessárias de outras causas, como prolactinomas. O manejo geralmente envolve a suspensão ou substituição do medicamento causador, se clinicamente viável. Os sintomas associados incluem galactorreia, distúrbios menstruais, infertilidade e disfunção sexual. A compreensão desses mecanismos e dos fármacos envolvidos é essencial para a prática clínica e para a segurança do paciente.
Os principais mecanismos incluem o bloqueio dos receptores de dopamina D2 na hipófise, que normalmente inibem a secreção de prolactina, ou a depleção de dopamina no hipotálamo, que reduz a inibição tônica da prolactina.
Outras classes incluem antipsicóticos (especialmente de primeira geração), metoclopramida, domperidona, antidepressivos tricíclicos, inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), verapamil e opiáceos.
Os sintomas podem incluir galactorreia, irregularidades menstruais (amenorreia, oligomenorreia), infertilidade, disfunção erétil e diminuição da libido em homens, e osteopenia/osteoporose a longo prazo devido ao hipogonadismo.
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