Macroadenoma Hipofisário: Tratamento com Agonistas Dopaminérgicos

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 25 anos de idade, chega com queixa de ciclos irregularidade menstrual desde janeiro de 2020. Refere períodos de ausência de menstruação e nega comorbidades. Sem vida sexual ativa há 2 anos. Ao exame físico geral e ginecológico, nada digno de nota. Sua dosagem de prolactina está elevada (175 ng/dl) com dosagem de hormônios tireoidianos normais. Foi solicitada uma ressonância magnética de sela túrcica que revelou um macroadenoma hipofisário. Dentre as opções abaixo, a conduta mais adequada para o referido caso, é:

Alternativas

  1. A) uso de agonistas da dopamina.
  2. B) radioterapia.
  3. C) uso de agonistas do GnRH.
  4. D) uso de contraceptivos hormonais orais.
  5. E) cirurgia.

Pérola Clínica

Macroadenoma hipofisário + hiperprolactinemia sintomática → Agonistas dopaminérgicos (Cabergolina/Bromocriptina) = 1ª linha.

Resumo-Chave

A hiperprolactinemia, especialmente quando causada por um macroadenoma hipofisário, é classicamente tratada com agonistas da dopamina. Esses medicamentos são altamente eficazes em reduzir os níveis de prolactina, diminuir o tamanho do tumor e restaurar a função menstrual, sendo a primeira linha de tratamento.

Contexto Educacional

A hiperprolactinemia é uma condição endócrina comum, caracterizada por níveis elevados de prolactina no sangue, que pode levar a uma série de disfunções reprodutivas e metabólicas. A causa mais frequente de hiperprolactinemia patológica é o prolactinoma, um adenoma hipofisário benigno que secreta prolactina. Macroadenomas, definidos por um diâmetro maior que 10 mm, podem causar sintomas compressivos além dos hormonais, como cefaleia e alterações visuais. A fisiopatologia envolve a perda da inibição tônica dopaminérgica sobre as células lactotróficas da hipófise, resultando em superprodução de prolactina. O diagnóstico é feito pela dosagem de prolactina sérica e confirmado por ressonância magnética da sela túrcica para identificar o adenoma. O tratamento de primeira linha para prolactinomas, sejam micro ou macroadenomas, são os agonistas dopaminérgicos, como a cabergolina e a bromocriptina. Esses medicamentos são altamente eficazes em normalizar os níveis de prolactina, reduzir o tamanho tumoral e restaurar a função gonadal. A cirurgia é uma opção para casos refratários ou com efeitos compressivos graves não responsivos à terapia medicamentosa.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas comuns da hiperprolactinemia em mulheres?

Em mulheres, a hiperprolactinemia frequentemente causa irregularidades menstruais, amenorreia, infertilidade, galactorreia (produção de leite fora da gravidez/amamentação) e diminuição da libido.

Por que os agonistas da dopamina são o tratamento de primeira linha para prolactinomas?

Os agonistas da dopamina, como a cabergolina e a bromocriptina, atuam ligando-se aos receptores D2 na hipófise, inibindo a secreção de prolactina e, na maioria dos casos, reduzindo significativamente o tamanho do prolactinoma.

Quando a cirurgia é considerada para um macroadenoma hipofisário secretor de prolactina?

A cirurgia é geralmente reservada para pacientes que não respondem ao tratamento medicamentoso com agonistas dopaminérgicos, que apresentam intolerância grave aos medicamentos, ou em casos de compressão de estruturas adjacentes (como o quiasma óptico) que não melhoram com a terapia farmacológica.

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