Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2020
A prolactina pode ser considerada o hormônio da descendência, pois garante à prole o cuidado dos progenitores. Sobre a hiperprolactinemia, é correto afirmar que a(o)
Hiperprolactinemia: tratamento indicado em casos sintomáticos ou macroadenoma.
A hiperprolactinemia é uma condição em que há níveis elevados de prolactina no sangue. O tratamento é geralmente reservado para pacientes sintomáticos (galactorreia, amenorreia, infertilidade, disfunção sexual) ou na presença de macroadenomas hipofisários, devido ao risco de compressão de estruturas adjacentes.
A prolactina é um hormônio peptídico produzido e secretado pela adeno-hipófise, cuja principal função é a lactogênese. Sua secreção é predominantemente inibida pela dopamina (fator inibidor da prolactina - PIF) liberada pelo hipotálamo. A hiperprolactinemia, caracterizada por níveis elevados de prolactina no sangue, pode ser causada por diversas condições, incluindo adenomas hipofisários (prolactinomas), uso de certos medicamentos, hipotireoidismo, estresse e gravidez. Os sintomas da hiperprolactinemia variam e incluem galactorreia, amenorreia ou oligomenorreia, infertilidade, diminuição da libido, disfunção erétil em homens e osteopenia/osteoporose a longo prazo. O diagnóstico é feito pela dosagem sérica da prolactina, e a investigação pode incluir ressonância magnética da sela túrcica para identificar adenomas. É crucial diferenciar a hiperprolactinemia fisiológica (gravidez, lactação) da patológica. O tratamento da hiperprolactinemia é indicado principalmente em casos sintomáticos ou quando há um macroadenoma (>10mm), devido ao risco de compressão do quiasma óptico ou outras estruturas. A primeira linha de tratamento são os agonistas dopaminérgicos, como a cabergolina ou a bromocriptina, que reduzem a secreção de prolactina e o tamanho do tumor. Em casos refratários ou com intolerância à medicação, cirurgia ou radioterapia podem ser consideradas.
Os sintomas mais comuns da hiperprolactinemia incluem galactorreia (produção de leite fora da gravidez/lactação), amenorreia (ausência de menstruação), oligomenorreia, infertilidade, diminuição da libido e disfunção erétil em homens.
O tratamento é indicado para pacientes sintomáticos (com galactorreia, amenorreia, infertilidade, etc.) ou na presença de macroadenomas hipofisários (maiores que 10 mm), mesmo que assintomáticos, devido ao risco de compressão.
O hipotireoidismo primário pode causar hiperprolactinemia. A deficiência de hormônios tireoidianos leva ao aumento da secreção de TRH (hormônio liberador de tireotrofina) pelo hipotálamo, que, além de estimular o TSH, também estimula a secreção de prolactina.
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