SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2015
Uma paciente se apresenta com amenorreia e galactorreia. Seus níveis de prolactina estão elevados. Ela não está e nem nunca esteve grávida. Além de pesquisar a presença de um prolactinoma, também são necessárias outras causas possíveis que levariam ao aumento da prolactina, como a elevação de:
Hiperprolactinemia: além de prolactinoma, hipotireoidismo (↑TRH) e estresse (↑CRH) são causas comuns.
A hiperprolactinemia pode ter diversas causas além do prolactinoma. O Hormônio Liberador da Tireotrofina (TRH), elevado no hipotireoidismo primário, é um potente estimulador da prolactina. Embora menos direto, o Hormônio Liberador de Corticotrofina (CRH) pode estar envolvido no aumento da prolactina em situações de estresse.
A hiperprolactinemia é uma condição caracterizada por níveis elevados de prolactina no sangue, o que pode levar a sintomas como amenorreia, galactorreia, infertilidade e disfunção sexual. Embora o prolactinoma (tumor secretor de prolactina da hipófise) seja uma causa comum e importante, é fundamental investigar outras etiologias para um diagnóstico e tratamento corretos. A prolactina é regulada principalmente pela inibição tônica da dopamina hipotalâmica. O diagnóstico diferencial da hiperprolactinemia é vasto e inclui condições fisiológicas (gravidez, lactação, estresse, exercício), farmacológicas (antipsicóticos, antidepressivos tricíclicos, inibidores da recaptação de serotonina, metoclopramida, verapamil, estrogênios) e patológicas. Entre as patológicas não tumorais, destacam-se o hipotireoidismo primário (onde o aumento do TRH estimula a prolactina), a doença renal crônica, a cirrose hepática e lesões hipotalâmicas ou da haste hipofisária que interrompem a inibição dopaminérgica. A investigação deve incluir a exclusão de gravidez, avaliação da função tireoidiana (TSH e T4 livre), revisão da medicação em uso e, se necessário, ressonância magnética da sela túrcica para avaliar a presença de adenomas hipofisários. O tratamento depende da causa subjacente, podendo envolver a suspensão de medicamentos, tratamento do hipotireoidismo ou, no caso de prolactinomas, o uso de agonistas dopaminérgicos (cabergolina, bromocriptina) ou, raramente, cirurgia.
As manifestações incluem galactorreia (produção de leite fora da gravidez/lactação), amenorreia (ausência de menstruação), oligomenorreia, infertilidade, diminuição da libido e disfunção erétil em homens.
Outras causas incluem hipotireoidismo primário (devido ao aumento do TRH), uso de medicamentos (antipsicóticos, antidepressivos, anti-hipertensivos), estresse, doença renal crônica, cirrose hepática e lesões hipotalâmicas ou da haste hipofisária.
O TRH (Hormônio Liberador da Tireotrofina) é um potente estimulador da prolactina, por isso o hipotireoidismo primário (com TRH elevado) causa hiperprolactinemia. O CRH (Hormônio Liberador de Corticotrofina) está ligado à resposta ao estresse, e o estresse pode induzir a liberação de prolactina.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo