UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Paciente, 29 anos de idade, consulta a ginecologista queixando-se de amenorreia, há 7 meses, e galactorreia espontânea bilateral. Não faz uso de medicamentos contínuos e seu atual método contraceptivo é o preservativo. Refere menarca aos 11 anos de idade e sexarca aos 16 anos. Os exames laboratoriais mostram: beta-HCG negativo, prolactina (80 ng/mL) com função tireoidiana normal. A ressonância magnética de sela túrcica foi solicitada e encontra-se em análise. Diante desse quadro, considere as afirmativas a seguir.I. As disfunções tireoidianas são causas comuns de hiperprolactinemia, portanto devem ser avaliadas.II. Adenoma hipofisário é causa patológica de hiperprolactinemia em mulheres e deve ser investigado por meio de exames de imagem, como a ressonância magnética.III. Mesmo mulheres que usam métodos contraceptivos devem descartar uma possível gestação como diagnóstico diferencial.IV. O uso de medicamentos, como antipsicóticos e antidepressivos, é a principal causa de hiperprolactinemia. Assinale a alternativa correta
Hiperprolactinemia: sempre descartar gestação, avaliar tireoide, medicamentos e investigar adenoma hipofisário com RM.
A investigação da hiperprolactinemia é multifacetada, iniciando com a exclusão de gestação e disfunções tireoidianas, além da revisão de medicamentos. Níveis elevados de prolactina, especialmente com sintomas como amenorreia e galactorreia, demandam investigação por imagem da sela túrcica para descartar prolactinomas.
A hiperprolactinemia é uma condição endócrina caracterizada por níveis elevados de prolactina no sangue, frequentemente manifestada por amenorreia, galactorreia, disfunção sexual e infertilidade. Sua prevalência é significativa, especialmente em mulheres jovens, e o reconhecimento precoce é fundamental para o manejo adequado e prevenção de complicações. É um tema recorrente em provas de residência médica, exigindo conhecimento aprofundado de suas causas e abordagem diagnóstica. A fisiopatologia envolve a desregulação da secreção de prolactina pela hipófise, que pode ser causada por fatores fisiológicos (gestação, amamentação), farmacológicos (diversos medicamentos), ou patológicos (adenomas hipofisários, hipotireoidismo, doenças renais/hepáticas). O diagnóstico inicia-se com a dosagem de prolactina sérica, beta-HCG e TSH. Níveis persistentemente elevados de prolactina, após exclusão de causas secundárias, justificam a investigação por ressonância magnética da sela túrcica para identificar prolactinomas. O tratamento depende da etiologia, variando desde a suspensão de medicamentos, reposição hormonal para hipotireoidismo, até o uso de agonistas dopaminérgicos (cabergolina, bromocriptina) para prolactinomas, ou, em casos refratários, cirurgia. Residentes devem dominar o fluxograma diagnóstico e as opções terapêuticas para garantir o melhor cuidado ao paciente e ter sucesso nas provas.
As principais causas incluem gestação, disfunções tireoidianas (hipotireoidismo), uso de medicamentos (antipsicóticos, antidepressivos, anti-hipertensivos), adenomas hipofisários (prolactinomas) e estresse.
A RM de sela túrcica é indicada após a exclusão de causas fisiológicas e farmacológicas, especialmente quando os níveis de prolactina estão significativamente elevados ou há suspeita clínica de adenoma hipofisário, como em casos de amenorreia e galactorreia persistentes.
O hipotireoidismo primário pode causar hiperprolactinemia devido ao aumento da secreção de TRH (hormônio liberador de tireotrofina), que estimula tanto a TSH quanto a prolactina. Portanto, a avaliação da função tireoidiana é crucial para um diagnóstico diferencial preciso.
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