Hiperprolactinemia: Principais Causas e Diagnóstico

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2022

Enunciado

A hiperprolactinemia é uma alteração endócrina comum do eixo hipotalâmicohipofisário levando à amenorreia. Dentre suas causas podemos citar:

Alternativas

  1. A) Adenomas hipofisários, idiopática, uso de medicações, insuficiência renal ou hepática.
  2. B) Anorexia, uso de medicações, adenomas hipofisários e idiopática.
  3. C) Síndromes genéticas, adenomas hipofisários, lactação e hiperplasia adrenal.
  4. D) Lactação, hiperplasia adrenal, uso de medicações e insuficiência renal ou hepática.

Pérola Clínica

Hiperprolactinemia → Causas comuns: Prolactinoma, medicações, idiopática, insuficiência renal/hepática.

Resumo-Chave

A hiperprolactinemia é uma condição multifatorial que afeta o eixo hipotálamo-hipofisário, levando a sintomas como amenorreia. É crucial investigar causas farmacológicas, endócrinas e orgânicas.

Contexto Educacional

A hiperprolactinemia, definida como níveis elevados de prolactina no sangue, é uma alteração endócrina relativamente comum que afeta o eixo hipotálamo-hipofisário. É uma causa frequente de amenorreia, galactorreia, disfunção sexual e infertilidade, sendo um tema de grande relevância para a prática clínica e para residentes de diversas especialidades, como ginecologia, endocrinologia e clínica médica. As causas da hiperprolactinemia são variadas e podem ser classificadas em fisiológicas, farmacológicas e patológicas. As causas fisiológicas incluem gravidez, lactação e estresse. As causas farmacológicas são muito comuns e envolvem medicamentos que bloqueiam a dopamina (que inibe a prolactina) ou estimulam sua secreção, como antipsicóticos, antidepressivos, anti-hipertensivos e antieméticos. As causas patológicas incluem adenomas hipofisários secretores de prolactina (prolactinomas), hipotireoidismo primário, insuficiência renal crônica, insuficiência hepática, lesões hipotalâmicas e causas idiopáticas. O diagnóstico envolve a dosagem sérica da prolactina, idealmente em jejum e sem estresse. A investigação etiológica é crucial e pode incluir testes de função tireoidiana, avaliação da função renal e hepática, e ressonância magnética da sela túrcica para identificar adenomas hipofisários. O tratamento depende da causa subjacente, podendo envolver a suspensão de medicamentos, tratamento do hipotireoidismo, ou uso de agonistas dopaminérgicos (como cabergolina ou bromocriptina) para prolactinomas, ou cirurgia em casos selecionados.

Perguntas Frequentes

Quais são as causas mais comuns de hiperprolactinemia?

As causas mais comuns de hiperprolactinemia incluem adenomas hipofisários (prolactinomas), uso de certas medicações (antipsicóticos, antidepressivos, anti-hipertensivos), causas idiopáticas, hipotireoidismo primário, insuficiência renal crônica e insuficiência hepática.

Como a hiperprolactinemia pode levar à amenorreia?

A prolactina elevada inibe a secreção pulsátil de GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas) pelo hipotálamo, o que, por sua vez, diminui a liberação de LH e FSH pela hipófise. Essa supressão das gonadotrofinas leva à anovulação e, consequentemente, à amenorreia.

Quais medicamentos são conhecidos por causar hiperprolactinemia?

Diversos medicamentos podem elevar a prolactina, como antipsicóticos (risperidona, haloperidol), antidepressivos tricíclicos e inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), anti-hipertensivos (verapamil, metildopa), antieméticos (metoclopramida, domperidona) e opióides.

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