CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2023
A hiperprolactinemia pode ser resultado de causas fisiológicas, farmacológicas e patológicas. Dessa forma, as alternativas a seguir figuram como possíveis causas de hiperprolactinemia, EXCETO:
Hiperprolactinemia → causas fisiológicas, farmacológicas (domperidona, metoclopramida) e patológicas (hipotireoidismo, cirrose, prolactinoma, lesões torácicas). Hipertireoidismo NÃO causa.
A hiperprolactinemia pode ter diversas etiologias, incluindo fisiológicas (gravidez, lactação), farmacológicas (medicamentos que bloqueiam dopamina, como domperidona e metoclopramida) e patológicas (hipotireoidismo primário, cirrose hepática, prolactinomas, lesões na parede torácica). O hipertireoidismo, no entanto, não é uma causa conhecida de hiperprolactinemia.
A hiperprolactinemia é uma condição endócrina comum, caracterizada por níveis elevados de prolactina no sangue, que pode levar a uma série de sintomas como galactorreia, amenorreia, infertilidade e disfunção sexual. É crucial para o residente saber diferenciar suas múltiplas etiologias, que podem ser classificadas em fisiológicas, farmacológicas e patológicas, para um diagnóstico e manejo adequados. Entre as causas fisiológicas, destacam-se a gravidez, lactação, estresse e estimulação mamária. As causas farmacológicas são muito frequentes e incluem medicamentos que bloqueiam a ação da dopamina (principal inibidor da prolactina), como antipsicóticos (risperidona, haloperidol), antieméticos (metoclopramida, domperidona) e alguns anti-hipertensivos. As causas patológicas abrangem desde tumores hipofisários produtores de prolactina (prolactinomas), hipotireoidismo primário (pelo aumento do TRH), cirrose hepática (diminuição do clearance de prolactina), insuficiência renal crônica, até lesões na parede torácica ou medula espinhal que interrompem as vias dopaminérgicas. É importante notar que o hipertireoidismo não é uma causa de hiperprolactinemia. Pelo contrário, o hipotireoidismo primário é uma causa bem estabelecida, devido ao feedback negativo que leva ao aumento do TRH, que por sua vez estimula a prolactina. O manejo da hiperprolactinemia depende da causa subjacente, podendo envolver a suspensão de medicamentos, tratamento da doença de base ou uso de agonistas dopaminérgicos para prolactinomas.
As causas fisiológicas mais comuns incluem gravidez, lactação, estresse, exercício físico intenso, sono e estimulação mamária.
Medicamentos que bloqueiam os receptores de dopamina (antipsicóticos, metoclopramida, domperidona), antidepressivos tricíclicos, inibidores da recaptação de serotonina, verapamil e opiáceos podem causar hiperprolactinemia.
No hipotireoidismo primário, a diminuição dos hormônios tireoidianos leva a um aumento compensatório do TSH e do TRH (hormônio liberador de tireotrofina). O TRH, além de estimular o TSH, também estimula a secreção de prolactina, resultando em hiperprolactinemia.
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