Hiperprolactinemia: Diagnóstico e Tratamento com Agonistas Dopaminérgicos

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020

Enunciado

Mulher, 24 anos, apresenta irregularidade menstrual há 13 meses. Queixa que último ciclo menstrual foi há quatro meses. Nuligesta. Beta hCG negativo. Exame físico: estágios de Tanner: M5 / P5. PA: 110x70 mmHg. Peso: 69kg. Altura: 1,68m. Há descarga papilar espontânea, bilateral, esbranquiçada. Restante do exame físico sem alterações. O tratamento adequado, uma vez confirmada sua impressão diagnóstica, é

Alternativas

  1. A) Agonistas da dopamina.
  2. B) Inibidores seletivos da receptação da serotonina.
  3. C) Etinilestradiol associado a drospirenona.
  4. D) Tamoxifeno.
  5. E) Valerato de estradiol.

Pérola Clínica

Amenorreia + galactorreia + β-hCG negativo → Hiperprolactinemia = Agonistas dopaminérgicos.

Resumo-Chave

A combinação de amenorreia e galactorreia, com beta hCG negativo, sugere fortemente hiperprolactinemia. O tratamento de escolha para a hiperprolactinemia, seja idiopática ou por prolactinoma, são os agonistas da dopamina, como a cabergolina ou bromocriptina.

Contexto Educacional

A amenorreia e a galactorreia em uma mulher jovem, com teste de gravidez negativo, são sinais clássicos que apontam para a hiperprolactinemia. Esta condição, caracterizada por níveis elevados de prolactina no sangue, pode ser causada por diversas condições, sendo as mais comuns o prolactinoma (adenoma hipofisário secretor de prolactina) e a hiperprolactinemia idiopática, além de causas farmacológicas e hipotireoidismo. A prolactina elevada inibe a secreção pulsátil de GnRH pelo hipotálamo, o que, por sua vez, leva à diminuição da secreção de FSH e LH pela hipófise. Essa supressão gonadotrófica resulta em anovulação, irregularidades menstruais (oligomenorreia ou amenorreia) e infertilidade. A galactorreia ocorre devido ao efeito direto da prolactina nas glândulas mamárias. O tratamento de escolha para a hiperprolactinemia, independentemente da causa (exceto se for medicamentosa e o fármaco puder ser suspenso), são os agonistas da dopamina, como a cabergolina ou a bromocriptina. Esses medicamentos atuam mimetizando a ação inibitória da dopamina sobre a secreção de prolactina pela hipófise, normalizando os níveis hormonais, restaurando os ciclos menstruais e a fertilidade, e reduzindo o tamanho de prolactinomas. O diagnóstico diferencial e a abordagem terapêutica correta são essenciais para a saúde reprodutiva e geral da paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da hiperprolactinemia em mulheres jovens?

Os principais sintomas incluem irregularidades menstruais (oligomenorreia ou amenorreia), galactorreia (descarga papilar espontânea), infertilidade e diminuição da libido.

Por que os agonistas da dopamina são o tratamento de escolha para hiperprolactinemia?

A dopamina é o principal inibidor fisiológico da secreção de prolactina. Agonistas dopaminérgicos mimetizam a ação da dopamina, reduzindo a produção de prolactina e, no caso de prolactinomas, diminuindo o tamanho do tumor.

Quais exames complementares devem ser solicitados para confirmar a hiperprolactinemia e investigar sua causa?

Além da dosagem sérica de prolactina, deve-se solicitar TSH (para descartar hipotireoidismo), creatinina (insuficiência renal) e, se a prolactina estiver muito elevada, ressonância magnética da sela túrcica para investigar prolactinoma.

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