MedEvo Simulado — Prova 2026
Sueli, 29 anos, procura atendimento médico com queixa de ausência de ciclos menstruais há 8 meses. Relata que, além da amenorreia, notou a saída espontânea de secreção leitosa por ambas as mamas há cerca de 12 semanas. Nega cefaleia persistente ou alterações no campo visual. Não faz uso de medicações regulares, incluindo anticoncepcionais ou psicotrópicos. Ao exame físico, apresenta galactorreia à expressão manual bilateral, sem outras anormalidades. Os exames iniciais revelam: Beta-hCG negativo; TSH de 2,2 mUI/L (referência: 0,4 a 4,5); Creatinina de 0,8 mg/dL; e Prolactina de 145 ng/mL (referência: < 25). Diante desse quadro clínico e laboratorial, a conduta mais adequada no próximo passo é:
Prolactina > 100 ng/mL sem causa óbvia (gravidez/meds) → Solicitar RM de sela túrcica.
Em pacientes com hiperprolactinemia significativa (>100 ng/mL) e exclusão de causas fisiológicas ou farmacológicas, a investigação de imagem da hipófise é o próximo passo obrigatório.
A prolactina é regulada de forma inibitória pela dopamina hipotalâmica. Qualquer interrupção na haste hipofisária ou produção autônoma por adenomas resulta em sua elevação. A hiperprolactinemia inibe o eixo gonadotrófico (GnRH), resultando em hipogonadismo hipogonadotrófico, manifestado clinicamente por amenorreia e infertilidade. A Ressonância Magnética é o padrão-ouro para avaliar a anatomia da região selar e diferenciar microadenomas (< 10mm) de macroadenomas (≥ 10mm).
A pesquisa de macroprolactina deve ser solicitada quando há níveis elevados de prolactina em pacientes assintomáticos (sem galactorreia ou irregularidade menstrual), pois a macroprolactina é um complexo de alto peso molecular biologicamente inativo que causa falso-positivo laboratorial.
Níveis acima de 100-200 ng/mL aumentam significativamente a probabilidade de prolactinomas (especialmente macroprolactinomas). Níveis menores podem ser causados por medicamentos, hipotireoidismo primário, estresse ou microadenomas.
O tratamento inicial é clínico com agonistas dopaminérgicos, como a Cabergolina ou Bromocriptina. Esses medicamentos são eficazes tanto na normalização dos níveis de prolactina quanto na redução do volume tumoral. A cirurgia transesfenoidal é reservada para casos de intolerância ou resistência ao tratamento clínico.
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