UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015
Solange, 28 anos, nuligesta, apresenta quadro de oligomenorreia há 9 meses, sem uso de medicamentos. O exame ginecológico e a ultrassonografia transvaginal não apresentam alterações; a dosagem de prolactina indica valores elevados de 120 ng/ml. Glicemia de jejum, TSH e FT4 estão normais. A tomografia computadorizada mostra um microadenoma hipofisário em região de sela túrcica. Qual o tratamento indicado?
Hiperprolactinemia por microadenoma hipofisário → Tratamento de escolha são agonistas de dopamina.
A hiperprolactinemia, especialmente quando causada por um microadenoma hipofisário, é tratada primariamente com agonistas dopaminérgicos (como cabergolina ou bromocriptina) para reduzir os níveis de prolactina e o tamanho do tumor, normalizando os ciclos menstruais.
A hiperprolactinemia é uma condição endócrina comum, caracterizada por níveis elevados de prolactina no sangue, que pode levar a distúrbios menstruais como oligomenorreia ou amenorreia, galactorreia e infertilidade. A causa mais frequente de hiperprolactinemia patológica é o prolactinoma, um tumor benigno da hipófise que secreta prolactina. Microadenomas são tumores com diâmetro inferior a 10 mm. O diagnóstico de hiperprolactinemia é feito pela dosagem sérica de prolactina. Níveis significativamente elevados, como 120 ng/ml, em conjunto com sintomas e exclusão de outras causas (gravidez, hipotireoidismo, uso de medicamentos), sugerem fortemente um prolactinoma. A confirmação da presença do adenoma é feita por exames de imagem da sela túrcica, como a tomografia computadorizada ou, preferencialmente, a ressonância magnética. O tratamento de escolha para prolactinomas, tanto micro quanto macro, são os agonistas dopaminérgicos, como a cabergolina ou a bromocriptina. Esses medicamentos são altamente eficazes na redução dos níveis de prolactina e na diminuição do tamanho do tumor, resultando na reversão dos sintomas e restauração da função gonadal. A cirurgia é considerada apenas em casos de falha do tratamento clínico, intolerância ou efeitos compressivos persistentes.
Os sintomas incluem oligomenorreia, amenorreia, galactorreia (produção de leite fora da gravidez/lactação), infertilidade, diminuição da libido e osteopenia/osteoporose.
A dopamina é o principal inibidor fisiológico da secreção de prolactina. Agonistas dopaminérgicos mimetizam a ação da dopamina, reduzindo a produção de prolactina e o tamanho do prolactinoma de forma eficaz.
A cirurgia é geralmente reservada para prolactinomas que não respondem ao tratamento medicamentoso, pacientes com intolerância grave aos agonistas dopaminérgicos, ou em casos de macroprolactinomas com efeitos compressivos que não melhoram com a medicação.
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