INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021
Mulher, 26 anos de idade, usou pílula contraceptiva por 6 anos e interrompeu há cerca de 9 meses. Desde então, menstruou apenas 2 vezes e está há 4 meses em amenorreia. Nega fogachos, acne, hirsutismo ou ressecamento vaginal. Ao exame físico: bom estado geral, hemodinamicamente estável, mamas com galactorreia bilateral, sem nódulos palpáveis. Útero de tamanho normal e anexos não palpáveis. Beta-hCG negativo. Para elucidação diagnóstica, deve-se solicitar dosagem de
Amenorreia + galactorreia + β-hCG negativo → investigar hiperprolactinemia com dosagem de prolactina.
A presença de amenorreia e galactorreia, com teste de gravidez negativo, é altamente sugestiva de hiperprolactinemia. A dosagem de prolactina sérica é o primeiro passo diagnóstico para confirmar essa condição, que pode ser causada por adenomas hipofisários (prolactinomas), uso de medicamentos ou outras condições.
A amenorreia secundária é a ausência de menstruação por mais de 3 ciclos ou 6 meses em mulheres que já menstruaram. A galactorreia, produção de leite fora da gravidez ou lactação, é um sinal importante que, quando associado à amenorreia, aponta para hiperprolactinemia. Essa condição é relativamente comum e pode ter diversas etiologias, desde fisiológicas até patológicas, como prolactinomas. A fisiopatologia da hiperprolactinemia envolve a inibição da secreção pulsátil de GnRH pelo hipotálamo, levando à diminuição de LH e FSH e, consequentemente, à anovulação e amenorreia. O diagnóstico inicial é feito pela dosagem de prolactina sérica, idealmente em duas ocasiões, com a paciente em repouso e sem estresse. Valores elevados requerem investigação adicional, como ressonância magnética da sela túrcica para excluir prolactinomas. O tratamento da hiperprolactinemia depende da causa. Prolactinomas são geralmente tratados com agonistas dopaminérgicos (cabergolina, bromocriptina), que reduzem os níveis de prolactina e o tamanho do tumor. Em casos de etiologia medicamentosa, a suspensão ou troca do fármaco pode ser suficiente. O manejo adequado é crucial para restaurar a função menstrual e a fertilidade, além de prevenir complicações como a osteopenia.
As principais causas incluem hiperprolactinemia (fisiológica, farmacológica ou por prolactinoma), hipotireoidismo e, mais raramente, outras condições que afetam o eixo hipotálamo-hipofisário.
O beta-hCG é fundamental para excluir gravidez, que é a causa mais comum de amenorreia. Sua negatividade direciona a investigação para outras etiologias endócrinas.
Deve-se suspeitar de hiperprolactinemia em qualquer paciente com amenorreia acompanhada de galactorreia, cefaleia ou alterações visuais, mesmo na ausência de galactorreia, se outras causas forem excluídas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo