Amenorreia e Galactorreia: Investigando a Hiperprolactinemia

SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2021

Enunciado

Julia 28 anos, vem em consulta por estar sem menstruar há 03 meses. Vem percebendo saída de secreção branca em mamas bilateral e sem outras queixas. Nega corrimento, é casada com parceiro fixo há 04 anos. Nunca esteve grávida. Nega atraso menstrual prévio. O MFC realiza teste rápido de gravidez que é negativo. No exame ginecológico não são identificadas alterações no útero, anexos e vagina, mas há presença de galactorreia e sem outros achados no exame das mamas. IMC 28kg/m2. A hipótese mais provável a ser considerada na sequência é:

Alternativas

  1. A) Síndrome do ovário policístico
  2. B) Hiperprolactinemia
  3. C) Hipotireoidismo
  4. D) Falência ovariana precoce

Pérola Clínica

Amenorreia + galactorreia + teste gravidez negativo → investigar hiperprolactinemia.

Resumo-Chave

A associação de amenorreia (ausência de menstruação) e galactorreia (secreção láctea das mamas fora da lactação) em uma mulher jovem, com teste de gravidez negativo, é altamente sugestiva de hiperprolactinemia, que deve ser investigada como a causa mais provável.

Contexto Educacional

A amenorreia, definida como a ausência de menstruação, e a galactorreia, que é a secreção de leite pelas mamas fora do período de lactação, são queixas que, quando associadas, direcionam a investigação para causas específicas, principalmente endócrinas. Em mulheres jovens, após a exclusão de gravidez, a hiperprolactinemia é a hipótese diagnóstica mais provável e deve ser prontamente investigada devido às suas implicações reprodutivas e de saúde óssea. A prolactina é um hormônio produzido pela hipófise, e seus níveis elevados (hiperprolactinemia) podem inibir a secreção de GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas), levando à supressão da função ovariana e, consequentemente, à amenorreia. Além dos prolactinomas (tumores benignos da hipófise), outras causas importantes de hiperprolactinemia incluem o uso de medicamentos (antipsicóticos, antidepressivos, anti-hipertensivos), hipotireoidismo primário e estresse crônico. O diagnóstico da hiperprolactinemia é feito pela dosagem sérica da prolactina. Uma vez confirmada, a investigação prossegue com a dosagem de TSH para descartar hipotireoidismo e, se os níveis de prolactina forem significativamente elevados ou houver suspeita de massa hipofisária, a ressonância magnética da sela túrcica é indicada. O tratamento depende da etiologia, podendo envolver medicamentos (agonistas dopaminérgicos), ajuste de medicações ou, raramente, cirurgia.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de amenorreia e galactorreia combinadas?

A principal causa da combinação de amenorreia e galactorreia é a hiperprolactinemia, que pode ser causada por prolactinomas (adenomas hipofisários), uso de certos medicamentos, hipotireoidismo ou estresse.

Como é feito o diagnóstico de hiperprolactinemia?

O diagnóstico de hiperprolactinemia é feito pela dosagem sérica da prolactina. Níveis elevados requerem investigação adicional, incluindo dosagem de TSH (para excluir hipotireoidismo) e, se necessário, ressonância magnética da sela túrcica para avaliar adenomas hipofisários.

Qual a relação entre hipotireoidismo e hiperprolactinemia?

O hipotireoidismo primário pode causar hiperprolactinemia devido ao aumento da secreção de TRH (hormônio liberador de tireotrofina) pelo hipotálamo, que estimula tanto a liberação de TSH quanto de prolactina pela hipófise.

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