ENARE/ENAMED — Prova 2023
Quais dos seguintes sintomas podem estar associados ao aumento do hormônio prolactina no organismo?
Prolactina ↑ → amenorreia, galactorreia, infertilidade e disfunção sexual.
O aumento dos níveis de prolactina (hiperprolactinemia) inibe a secreção de GnRH, levando à supressão da função gonadal. Isso se manifesta clinicamente como amenorreia (ausência de menstruação), galactorreia (produção de leite fora da gravidez/lactação), infertilidade e disfunção sexual em ambos os sexos.
A prolactina é um hormônio peptídico produzido pela hipófise anterior, cuja principal função é estimular a produção de leite nas glândulas mamárias. A hiperprolactinemia, ou seja, o aumento dos níveis séricos de prolactina, é um distúrbio endócrino relativamente comum, com uma epidemiologia variada dependendo da causa. É crucial para os residentes reconhecerem seus sinais e sintomas, pois o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A fisiopatologia da hiperprolactinemia envolve a inibição do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. O excesso de prolactina suprime a secreção pulsátil de GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas) pelo hipotálamo, o que leva à diminuição da liberação de LH (hormônio luteinizante) e FSH (hormônio folículo-estimulante) pela hipófise. Essa supressão gonadal resulta em hipogonadismo, manifestando-se clinicamente como amenorreia (ausência de menstruação) e galactorreia (produção de leite fora da gravidez ou lactação) em mulheres, e disfunção erétil e diminuição da libido em homens. Outros sintomas incluem infertilidade e osteopenia/osteoporose a longo prazo. O diagnóstico da hiperprolactinemia é feito pela dosagem sérica de prolactina, e a investigação da causa inclui a exclusão de gravidez, hipotireoidismo e uso de medicamentos, além da realização de ressonância magnética da sela túrcica para identificar prolactinomas. O tratamento varia conforme a etiologia, sendo os agonistas dopaminérgicos (como cabergolina ou bromocriptina) a primeira linha para prolactinomas, visando normalizar os níveis hormonais e reduzir o tamanho do tumor. A compreensão desses aspectos é vital para a prática clínica e para as provas de residência.
As causas incluem prolactinomas (adenomas hipofisários), uso de certos medicamentos (antipsicóticos, antidepressivos, anti-hipertensivos), hipotireoidismo primário, estresse, gravidez, lactação e doenças renais ou hepáticas crônicas.
O excesso de prolactina inibe a secreção pulsátil do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) pelo hipotálamo, o que, por sua vez, diminui a liberação de LH e FSH pela hipófise, levando à disfunção ovariana e testicular.
Em homens, a hiperprolactinemia pode causar diminuição da libido, disfunção erétil, infertilidade, ginecomastia e, em casos raros, galactorreia. Sintomas neurológicos (cefaleia, alterações visuais) podem ocorrer se houver um macroadenoma.
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