Hiperprolactinemia: Diagnóstico e Sintomas Chave

Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 30 anos, virgem, refere estar sem menstruação há 6 meses, nega uso de medicações e contraceptivo, refere cefaleia e distúrbio visual, e refere, também, galactorreia bilateral. Qual é o diagnóstico MAIS provável para esse caso?

Alternativas

  1. A) Gravidez.
  2. B) Endometriose.
  3. C) Menopausa precoce. 
  4. D) Hiperprolactinemia.

Pérola Clínica

Amenorreia + Galactorreia + Cefaleia + Distúrbio visual → Hiperprolactinemia (provável prolactinoma).

Resumo-Chave

A combinação de amenorreia, galactorreia, cefaleia e distúrbios visuais em uma mulher jovem é altamente sugestiva de hiperprolactinemia, frequentemente causada por um prolactinoma (adenoma hipofisário), que comprime o quiasma óptico e causa sintomas neurológicos.

Contexto Educacional

A hiperprolactinemia é uma condição endócrina caracterizada por níveis elevados de prolactina no sangue, um hormônio produzido pela hipófise anterior. É uma das causas mais comuns de disfunção hipotálamo-hipofisária e pode afetar tanto homens quanto mulheres, embora seja mais frequentemente diagnosticada em mulheres em idade reprodutiva. Seus sintomas variam e dependem do sexo e da causa subjacente, mas incluem amenorreia, galactorreia, infertilidade e diminuição da libido. No caso apresentado, a combinação de amenorreia (ausência de menstruação por 6 meses), galactorreia bilateral (produção de leite fora da gravidez/lactação), cefaleia e distúrbios visuais é altamente sugestiva de hiperprolactinemia causada por um prolactinoma. Prolactinomas são adenomas hipofisários benignos que secretam prolactina. Quando crescem, podem comprimir estruturas adjacentes, como o quiasma óptico, levando a alterações visuais (hemianopsia bitemporal) e cefaleia. O diagnóstico de hiperprolactinemia é confirmado pela dosagem sérica de prolactina. Se os níveis estiverem significativamente elevados, especialmente acima de 200 ng/mL, e houver sintomas neurológicos, uma ressonância magnética da sela túrcica é indicada para identificar e caracterizar o prolactinoma. O tratamento geralmente envolve agonistas dopaminérgicos (como cabergolina ou bromocriptina), que reduzem os níveis de prolactina e o tamanho do tumor, com cirurgia reservada para casos refratários ou com compressão visual grave.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de hiperprolactinemia?

As causas de hiperprolactinemia incluem prolactinomas (adenomas hipofisários), uso de certos medicamentos (antipsicóticos, antidepressivos, anti-hipertensivos), hipotireoidismo primário, estresse, gravidez, amamentação e doenças renais ou hepáticas crônicas.

Como a hiperprolactinemia causa amenorreia e galactorreia?

A prolactina elevada inibe a secreção pulsátil de GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas) pelo hipotálamo, o que leva à diminuição de LH e FSH pela hipófise, resultando em anovulação e amenorreia. A galactorreia ocorre devido ao efeito direto da prolactina nas glândulas mamárias.

Qual a investigação diagnóstica para hiperprolactinemia e prolactinoma?

A investigação inclui dosagem sérica de prolactina (repetida se elevada), testes de função tireoidiana (TSH) para excluir hipotireoidismo e, se a prolactina estiver significativamente elevada ou houver sintomas neurológicos, ressonância magnética da sela túrcica para identificar um prolactinoma.

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