Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2015
Paciente de 30 anos, virgem, refere estar sem menstruação há 6 meses, nega uso de medicações e contraceptivo, refere cefaleia e distúrbio visual, e refere, também, galactorreia bilateral. Qual é o diagnóstico MAIS provável para esse caso?
Amenorreia + Galactorreia + Cefaleia + Distúrbio visual → Hiperprolactinemia (provável prolactinoma).
A combinação de amenorreia, galactorreia, cefaleia e distúrbios visuais em uma mulher jovem é altamente sugestiva de hiperprolactinemia, frequentemente causada por um prolactinoma (adenoma hipofisário), que comprime o quiasma óptico e causa sintomas neurológicos.
A hiperprolactinemia é uma condição endócrina caracterizada por níveis elevados de prolactina no sangue, um hormônio produzido pela hipófise anterior. É uma das causas mais comuns de disfunção hipotálamo-hipofisária e pode afetar tanto homens quanto mulheres, embora seja mais frequentemente diagnosticada em mulheres em idade reprodutiva. Seus sintomas variam e dependem do sexo e da causa subjacente, mas incluem amenorreia, galactorreia, infertilidade e diminuição da libido. No caso apresentado, a combinação de amenorreia (ausência de menstruação por 6 meses), galactorreia bilateral (produção de leite fora da gravidez/lactação), cefaleia e distúrbios visuais é altamente sugestiva de hiperprolactinemia causada por um prolactinoma. Prolactinomas são adenomas hipofisários benignos que secretam prolactina. Quando crescem, podem comprimir estruturas adjacentes, como o quiasma óptico, levando a alterações visuais (hemianopsia bitemporal) e cefaleia. O diagnóstico de hiperprolactinemia é confirmado pela dosagem sérica de prolactina. Se os níveis estiverem significativamente elevados, especialmente acima de 200 ng/mL, e houver sintomas neurológicos, uma ressonância magnética da sela túrcica é indicada para identificar e caracterizar o prolactinoma. O tratamento geralmente envolve agonistas dopaminérgicos (como cabergolina ou bromocriptina), que reduzem os níveis de prolactina e o tamanho do tumor, com cirurgia reservada para casos refratários ou com compressão visual grave.
As causas de hiperprolactinemia incluem prolactinomas (adenomas hipofisários), uso de certos medicamentos (antipsicóticos, antidepressivos, anti-hipertensivos), hipotireoidismo primário, estresse, gravidez, amamentação e doenças renais ou hepáticas crônicas.
A prolactina elevada inibe a secreção pulsátil de GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas) pelo hipotálamo, o que leva à diminuição de LH e FSH pela hipófise, resultando em anovulação e amenorreia. A galactorreia ocorre devido ao efeito direto da prolactina nas glândulas mamárias.
A investigação inclui dosagem sérica de prolactina (repetida se elevada), testes de função tireoidiana (TSH) para excluir hipotireoidismo e, se a prolactina estiver significativamente elevada ou houver sintomas neurológicos, ressonância magnética da sela túrcica para identificar um prolactinoma.
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