HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2015
Uma mulher de 32 anos de idade procurou atendimento médico devido à irregularidade menstrual, à cefaleia e à distúrbios visuais. Referiu DUM há 9 meses e negou uso de qualquer medicação. Ao exame físico, constatou-se, como anormalidade, galactorreia bilateral. A dosagem de prolactina encontrada foi de 450 ng/mL (referência: até 30 ng/mL). Considerando os dados clínicos desse caso hipotético, a principal hipótese diagnóstica é de hiperprolactinemia secundária
Prolactina > 200 ng/mL + sintomas compressivos → forte suspeita de macroadenoma hipofisário.
Níveis de prolactina muito elevados (geralmente > 200 ng/mL), associados a sintomas de compressão tumoral como cefaleia e distúrbios visuais (hemianopsia bitemporal), são altamente sugestivos de um macroadenoma hipofisário secretor de prolactina (prolactinoma).
A hiperprolactinemia é uma condição endócrina caracterizada por níveis elevados de prolactina no sangue, que pode se manifestar com uma variedade de sintomas dependendo do sexo e da causa subjacente. Em mulheres, os sintomas mais comuns incluem irregularidade menstrual (oligomenorreia ou amenorreia), galactorreia (produção de leite fora da gestação/lactação), infertilidade e diminuição da libido. Em homens, pode causar disfunção erétil, diminuição da libido e ginecomastia. A etiologia da hiperprolactinemia é diversa, incluindo causas fisiológicas (gravidez, lactação, estresse), farmacológicas (antipsicóticos, antidepressivos, anti-hipertensivos), hipotireoidismo primário e tumores hipofisários. Níveis de prolactina acima de 200 ng/mL são fortemente sugestivos de um prolactinoma, que é um adenoma hipofisário secretor de prolactina. Quando o tumor é grande (>10 mm), é classificado como macroadenoma. No caso apresentado, a paciente tem prolactina de 450 ng/mL, galactorreia, amenorreia e sintomas compressivos como cefaleia e distúrbios visuais. Esses achados são altamente indicativos de um macroadenoma hipofisário, que, devido ao seu tamanho, comprime estruturas adjacentes como o quiasma óptico, causando os distúrbios visuais. O tratamento geralmente envolve agonistas dopaminérgicos (cabergolina, bromocriptina) para reduzir o tamanho do tumor e normalizar os níveis de prolactina.
Em mulheres, incluem irregularidade menstrual (oligomenorreia/amenorreia), galactorreia, infertilidade e diminuição da libido. Em homens, disfunção erétil e diminuição da libido.
Níveis de prolactina > 200 ng/mL são altamente sugestivos de prolactinoma (macro ou micro). Elevações entre 30-100 ng/mL podem ser por medicamentos, hipotireoidismo ou microadenomas.
A compressão do quiasma óptico pelo macroadenoma pode causar hemianopsia bitemporal, onde há perda da visão nos campos temporais de ambos os olhos.
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