UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2021
Paciente do sexo masculino, 28 anos, percebeu diminuição da libido e aumento de mama há um ano e recentemente desenvolveu galactorreia. Não estava utilizando qualquer medicação. Afirma não apresentar cefaleia, visão borrada. Ao exame físico, não se constatou qualquer anormalidade, exceto por galactorreia bilateral. Exame laboratorial mostrou nível de tireotrofina normal. A dosagem de prolactina sérica foi 95 ng/mL. A ressonância magnética de encéfalo evidenciou uma massa de 6 mm de diâmetro no lobo anterior da hipófise. Qual o eixo endócrino envolvido diretamente nessa alteração encontrada no paciente?
Prolactinoma: galactorreia + ↓ libido + ↑ prolactina sérica → investigar eixo hipotálamo-hipófise-mamotróficas.
A hiperprolactinemia, frequentemente causada por prolactinomas (mesmo microadenomas), afeta o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, levando a sintomas como diminuição da libido e galactorreia. O diagnóstico é confirmado pela dosagem de prolactina e imagem da hipófise.
A hiperprolactinemia é uma condição endócrina comum, caracterizada por níveis elevados de prolactina no sangue. Embora possa ter diversas causas, o prolactinoma, um tumor benigno da hipófise, é a causa mais frequente de hiperprolactinemia patológica. Sua importância clínica reside nos impactos na função gonadal e na qualidade de vida dos pacientes, sendo um tema recorrente em provas de residência médica. A fisiopatologia envolve a secreção excessiva de prolactina pelas células mamotróficas da adeno-hipófise, que está sob controle inibitório tônico da dopamina hipotalâmica. A elevação da prolactina inibe a secreção de GnRH pelo hipotálamo, levando à diminuição de LH e FSH e, consequentemente, à hipogonadismo. Os sintomas incluem galactorreia, diminuição da libido, disfunção erétil em homens e irregularidades menstruais em mulheres. O diagnóstico é feito pela dosagem de prolactina sérica e confirmado por ressonância magnética de encéfalo para identificar o adenoma. O tratamento de escolha para prolactinomas é geralmente clínico, com agonistas dopaminérgicos que mimetizam a ação da dopamina, inibindo a secreção de prolactina e reduzindo o tamanho do tumor. A cirurgia é reservada para casos de falha terapêutica, intolerância aos medicamentos ou efeitos compressivos graves. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas o acompanhamento a longo prazo é essencial para monitorar a resposta e possíveis recidivas.
Em homens, os principais sintomas de um prolactinoma incluem diminuição da libido, disfunção erétil, infertilidade, galactorreia (produção de leite) e ginecomastia (aumento das mamas). Sintomas compressivos como cefaleia e alterações visuais podem ocorrer em macroadenomas.
O diagnóstico inicia-se com a dosagem sérica de prolactina, que estará elevada. É importante excluir outras causas de hiperprolactinemia, como uso de medicamentos, hipotireoidismo e estresse. A confirmação do prolactinoma é feita por ressonância magnética da hipófise, que identificará o adenoma.
O tratamento inicial para a maioria dos prolactinomas, sejam micro ou macroadenomas, é farmacológico, utilizando agonistas dopaminérgicos como a cabergolina ou bromocriptina. Estes medicamentos reduzem os níveis de prolactina e o tamanho do tumor na maioria dos pacientes.
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