PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020
Elizabeth, 34 anos, procura atendimento médico por amenorreia secundária. Relata que apresentava ciclos regulares e mensais até próximo a 4 meses. Apresenta ainda mastalgia e descarga papilar láctea. Foi solicitada dosagem de Prolactina que mostrou nível de 80 ng/dL. Sobre a hiperprolactinemia, assinale a alternativa CORRETA.
Estresse inibe dopamina → ↑ prolactina e galactorreia. Hipotireoidismo ↑ TRH → ↑ prolactina. Prolactinomas respondem bem a tratamento clínico.
A hiperprolactinemia pode ter diversas causas, incluindo estresse, hipotireoidismo e prolactinomas. O estresse inibe a secreção de dopamina, que é um inibidor natural da prolactina, resultando em níveis elevados. O hipotireoidismo eleva o TRH, que estimula a prolactina. Prolactinomas, na maioria dos casos, são tratados clinicamente com agonistas dopaminérgicos.
A hiperprolactinemia é uma condição caracterizada por níveis elevados de prolactina no sangue, um hormônio produzido pela hipófise. Clinicamente, manifesta-se por amenorreia (ausência de menstruação), galactorreia (produção de leite fora da gravidez ou amamentação), infertilidade, diminuição da libido e disfunção erétil em homens. A prevalência é maior em mulheres, especialmente em idade reprodutiva, e o diagnóstico é feito pela dosagem sérica da prolactina. A regulação da prolactina é predominantemente inibitória, mediada pela dopamina hipotalâmica. Qualquer fator que diminua a dopamina ou aumente a secreção de TRH (que estimula a prolactina) pode levar à hiperprolactinemia. Causas comuns incluem prolactinomas (tumores benignos da hipófise), uso de medicamentos (antipsicóticos, antidepressivos, anti-hipertensivos), hipotireoidismo primário (pelo aumento do TRH), estresse, gravidez e amamentação. É crucial investigar a etiologia para um tratamento adequado. O tratamento da hiperprolactinemia depende da causa. Para prolactinomas, a terapia de primeira linha é farmacológica, com agonistas dopaminérgicos (cabergolina ou bromocriptina), que são altamente eficazes na redução dos níveis de prolactina e do tamanho do tumor. A cirurgia transesfenoidal é considerada para casos refratários, intolerância à medicação ou efeitos compressivos graves. Para hiperprolactinemia induzida por medicamentos, a suspensão ou substituição do fármaco pode ser suficiente. No hipotireoidismo, o tratamento da disfunção tireoidiana normaliza os níveis de prolactina.
As principais causas de hiperprolactinemia incluem prolactinomas (tumores hipofisários), uso de certos medicamentos (antipsicóticos, antidepressivos, anti-hipertensivos), hipotireoidismo primário, estresse, gravidez, amamentação, insuficiência renal crônica e outras doenças hipotalâmicas ou hipofisárias.
O estresse pode inibir a liberação de dopamina, que é o principal inibidor da prolactina, resultando em aumento dos níveis séricos de prolactina. O hipotireoidismo primário leva a um aumento do TRH (hormônio liberador de tireotrofina), que, além de estimular o TSH, também estimula a secreção de prolactina.
O tratamento de escolha para prolactinomas é clínico, utilizando agonistas dopaminérgicos como a cabergolina ou a bromocriptina. Esses medicamentos reduzem os níveis de prolactina e o tamanho do tumor na maioria dos pacientes. A cirurgia é reservada para casos de resistência ou intolerância à medicação, ou quando há compressão de estruturas adjacentes não responsiva ao tratamento clínico.
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