Amenorreia e Hiperprolactinemia: Diagnóstico Diferencial Essencial

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 32 anos de idade, apresenta amenorreia há 6 meses e as seguintes dosagens hormonais: prolactina = 76 ng/mL (VR até 30 ng/mL), FSH = 2 U/L (VR 2,5 a 10 U/L na fase folicular). A alternativa que contém as hipóteses diagnósticas mais prováveis é:

Alternativas

  1. A) adenoma hipofisário não secretor; menopausa precoce.
  2. B) prolactinoma; uso crônico de losartana.
  3. C) adenoma hipofisário não secretor; uso crônico de glicazida.
  4. D) prolactinoma; hipotireoidismo primário.

Pérola Clínica

Amenorreia + Prolactina ↑ + FSH ↓ → Prolactinoma ou Hipotireoidismo primário.

Resumo-Chave

A amenorreia com prolactina elevada (hiperprolactinemia) e FSH baixo sugere um hipogonadismo hipogonadotrófico. As causas mais comuns de hiperprolactinemia patológica incluem prolactinomas (adenomas hipofisários secretores de prolactina) e hipotireoidismo primário, onde a elevação do TRH estimula a secreção de prolactina.

Contexto Educacional

A amenorreia secundária, definida como a ausência de menstruação por 6 meses ou mais em mulheres que já menstruaram, é um sintoma comum que requer investigação detalhada. A dosagem hormonal, incluindo prolactina e gonadotrofinas (FSH e LH), é fundamental para o diagnóstico diferencial. No caso apresentado, a paciente tem amenorreia, prolactina elevada (76 ng/mL) e FSH baixo (2 U/L). A hiperprolactinemia é uma causa frequente de amenorreia, pois a prolactina em excesso inibe a secreção pulsátil do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) pelo hipotálamo, levando a uma diminuição da secreção de FSH e LH pela hipófise. Isso resulta em um estado de hipogonadismo hipogonadotrófico, com baixos níveis de estrogênio, que causa a amenorreia. As duas principais causas de hiperprolactinemia patológica que se encaixam neste cenário são o prolactinoma (um adenoma hipofisário secretor de prolactina) e o hipotireoidismo primário. No hipotireoidismo primário, a redução dos hormônios tireoidianos leva a um aumento do TRH (hormônio liberador de tireotrofina) hipotalâmico, que, além de estimular a secreção de TSH, também estimula a secreção de prolactina. Outras causas de hiperprolactinemia devem ser consideradas, como uso de medicamentos, mas as opções fornecidas direcionam para essas duas condições.

Perguntas Frequentes

Quais são as causas mais comuns de hiperprolactinemia?

As causas mais comuns de hiperprolactinemia incluem prolactinomas (tumores hipofisários), uso de certos medicamentos (antipsicóticos, antidepressivos, anti-hipertensivos), hipotireoidismo primário, gravidez, amamentação e estresse.

Como o hipotireoidismo primário pode causar hiperprolactinemia?

No hipotireoidismo primário, a diminuição dos hormônios tireoidianos leva a um aumento compensatório do TRH (hormônio liberador de tireotrofina) pelo hipotálamo, que, além de estimular o TSH, também estimula a secreção de prolactina pela hipófise, causando hiperprolactinemia.

Qual a relação entre FSH baixo e amenorreia na hiperprolactinemia?

A hiperprolactinemia inibe a secreção pulsátil de GnRH pelo hipotálamo, o que, por sua vez, leva à diminuição da secreção de FSH e LH pela hipófise. Isso resulta em hipogonadismo hipogonadotrófico, com baixos níveis de estrogênio, que causa a amenorreia.

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