SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2022
Qual manifestação eletrocardiográfica está associada com hiperpotassemia grave?
Hiperpotassemia grave → perda da onda P, QRS alargado, ondas T apiculadas; risco de arritmias fatais.
A hiperpotassemia causa uma sequência de alterações eletrocardiográficas que refletem a despolarização e repolarização miocárdica alteradas. Em níveis graves, a perda da onda P (devido à paralisia atrial) e o alargamento progressivo do complexo QRS são sinais de alerta para arritmias ventriculares fatais, como fibrilação ventricular ou assistolia.
A hiperpotassemia é um distúrbio eletrolítico comum e potencialmente fatal, caracterizado por níveis séricos de potássio acima de 5,0-5,5 mEq/L. As causas são variadas, incluindo insuficiência renal, uso de certos medicamentos (inibidores da ECA, diuréticos poupadores de potássio), acidose metabólica e rabdomiólise. A importância clínica reside no seu impacto direto sobre a excitabilidade das membranas celulares, especialmente no miocárdio. As manifestações eletrocardiográficas são cruciais para o diagnóstico e monitoramento da hiperpotassemia, pois refletem a gravidade e o risco de arritmias. A sequência clássica de alterações inclui: ondas T apiculadas e estreitas (5,5-6,5 mEq/L), prolongamento do intervalo PR, achatamento e eventual perda da onda P (6,5-7,5 mEq/L), alargamento do complexo QRS (7,0-8,0 mEq/L), e finalmente, um padrão sinusoidal que pode progredir para fibrilação ventricular ou assistolia (>8,0 mEq/L). O tratamento da hiperpotassemia é uma emergência médica. Medidas incluem estabilização da membrana cardíaca com gluconato de cálcio, redistribuição do potássio para o intracelular (insulina com glicose, beta-agonistas, bicarbonato de sódio) e remoção do potássio do corpo (diuréticos, resinas de troca iônica, diálise). O reconhecimento precoce das alterações no ECG é vital para iniciar o tratamento e prevenir complicações fatais.
As primeiras alterações são geralmente ondas T apiculadas, altas e estreitas, especialmente nas derivações precordiais, seguidas por encurtamento do intervalo QT.
Com o aumento da hiperpotassemia, a onda P diminui de amplitude e pode desaparecer (perda da onda P) devido à paralisia atrial. O complexo QRS se alarga progressivamente, podendo se fundir com a onda T, formando um padrão sinusoidal.
A hiperpotassemia grave pode levar a bradicardia, bloqueios atrioventriculares, taquicardia ventricular, fibrilação ventricular e, finalmente, assistolia, sendo uma emergência médica com alto risco de mortalidade.
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