PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2021
Abaixo está o ECG da sua paciente, Dona Maria, 64 anos, renal crônica por doença renal do diabetes, que chegou ao Pronto-Socorro com dor torácica atípica. Seu diagnóstico e sua conduta imediata foram respectivamente:
Renal crônica + dor atípica + ECG com ondas T apiculadas/QRS alargado → Hiperpotassemia = Gluconato de cálcio IV.
Pacientes com doença renal crônica e diabetes são de alto risco para hiperpotassemia. Alterações eletrocardiográficas como ondas T apiculadas, prolongamento do PR e alargamento do QRS indicam hiperpotassemia grave. A conduta imediata é a estabilização da membrana miocárdica com gluconato de cálcio IV para prevenir arritmias fatais.
A hiperpotassemia é uma emergência médica potencialmente fatal, especialmente em pacientes com doença renal crônica (DRC) e diabetes mellitus, devido à sua capacidade de induzir arritmias cardíacas graves. A DRC compromete a excreção renal de potássio, e o diabetes pode contribuir através da acidose metabólica e deficiência de insulina. A dor torácica atípica, nesse contexto, deve levantar a suspeita de condições cardíacas ou metabólicas graves. O eletrocardiograma (ECG) é fundamental para avaliar a gravidade da hiperpotassemia e guiar a conduta. As alterações eletrocardiográficas são progressivas: inicialmente, ondas T apiculadas e estreitas; com o aumento do potássio, há prolongamento do intervalo PR, perda da onda P e alargamento do complexo QRS. Em níveis muito elevados, pode ocorrer um padrão sinusoidal, evoluindo para assistolia ou fibrilação ventricular. A conduta imediata na hiperpotassemia com alterações eletrocardiográficas é a administração intravenosa de gluconato de cálcio. O cálcio não reduz os níveis séricos de potássio, mas estabiliza o potencial de membrana dos cardiomiócitos, protegendo o coração contra arritmias. Concomitantemente, devem ser iniciadas terapias para deslocar o potássio para o intracelular (insulina com glicose, beta-agonistas) e para remover o potássio do corpo (diuréticos, resinas de troca iônica, hemodiálise em casos graves).
As alterações progridem de ondas T apiculadas e estreitas, prolongamento do intervalo PR, perda da onda P, alargamento do complexo QRS, até um padrão sinusoidal e assistolia ou fibrilação ventricular.
O gluconato de cálcio não reduz os níveis séricos de potássio, mas estabiliza o potencial de membrana dos cardiomiócitos, protegendo o coração contra os efeitos arritmogênicos da hiperpotassemia.
Outras medidas incluem insulina com glicose (para deslocar potássio para o intracelular), beta-agonistas (salbutamol), diuréticos de alça (se houver função renal), resinas de troca iônica e, em casos refratários ou graves, hemodiálise.
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