SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2020
Assinale a alternativa que apresenta a prescrição mais eficaz para controlar a hiperpotassemia, comum na IRA, trazendo esse eletrólito de volta a níveis normais, de forma duradoura, com poucos efeitos colaterais e em curto espaço de tempo em um paciente sem emergência dialítica.
Hiperpotassemia sem emergência dialítica → Resinas de troca iônica (oral/enema) para remoção duradoura.
Em pacientes com hiperpotassemia sem indicação de diálise de emergência, as resinas de troca iônica (como o poliestirenossulfonato de cálcio) são a opção mais eficaz para promover a remoção duradoura do potássio do organismo. Elas atuam no trato gastrointestinal, trocando potássio por outro cátion (geralmente cálcio ou sódio), e podem ser administradas por via oral ou retal.
A hiperpotassemia, ou hipercalemia, é uma alteração eletrolítica comum e potencialmente fatal, especialmente em pacientes com insuficiência renal aguda (IRA). O manejo adequado da hiperpotassemia é uma habilidade crítica para qualquer residente, pois a elevação dos níveis séricos de potássio pode levar a arritmias cardíacas graves e parada cardíaca. A abordagem terapêutica depende da gravidade da hiperpotassemia e da presença de alterações eletrocardiográficas. Em situações de não emergência dialítica, o objetivo é remover o excesso de potássio do organismo de forma eficaz e duradoura. Enquanto medidas como insulina e glicose redistribuem o potássio para o compartimento intracelular, seu efeito é transitório. As resinas de troca iônica, como o poliestirenossulfonato de cálcio (Kayexalate), são a principal estratégia para a remoção efetiva do potássio. Elas atuam no trato gastrointestinal, trocando potássio por cálcio ou sódio, e podem ser administradas por via oral ou retal (enema de retenção). É fundamental que o residente compreenda a diferença entre as terapias que redistribuem o potássio e as que o removem do corpo. A escolha da intervenção deve ser baseada na urgência clínica e na necessidade de um efeito rápido ou duradouro. A restrição dietética de potássio e a suspensão de medicamentos que aumentam o potássio são medidas complementares importantes no manejo da hiperpotassemia.
As medidas de emergência incluem estabilização da membrana cardíaca (gluconato de cálcio), redistribuição do potássio para o intracelular (insulina + glicose, beta-agonistas, bicarbonato de sódio) e remoção do potássio (diuréticos de alça, resinas de troca iônica, diálise).
As resinas de troca iônica são polímeros que se ligam ao potássio no trato gastrointestinal, trocando-o por outro cátion (cálcio ou sódio). O potássio ligado à resina é então excretado nas fezes, promovendo a remoção do eletrólito do corpo.
A diálise é indicada em casos de hiperpotassemia grave refratária ao tratamento clínico, com manifestações cardíacas persistentes ou em pacientes com insuficiência renal avançada e anúria, onde outras medidas de remoção são ineficazes.
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