IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
Paciente feminina, 50 anos, apresenta fraqueza muscular e arritmias cardíacas. Exames laboratoriais mostram potássio sérico elevado. Qual é a desordem metabólica mais provável?
Hiperpotassemia grave → fraqueza muscular, arritmias cardíacas (bradicardia, assistolia).
A hiperpotassemia é uma emergência médica que pode levar a manifestações neuromusculares e cardíacas graves. A elevação do potássio sérico acima de 5.5 mEq/L requer avaliação e manejo rápido para prevenir complicações fatais, especialmente as arritmias.
A hiperpotassemia é um distúrbio eletrolítico caracterizado por níveis séricos de potássio acima de 5.5 mEq/L. É uma condição potencialmente fatal, com uma incidência significativa em pacientes hospitalizados, especialmente aqueles com insuficiência renal, uso de certos medicamentos (como IECA, BRA, diuréticos poupadores de potássio) ou doenças que causam lise celular. A sua importância clínica reside na capacidade de induzir arritmias cardíacas graves e paralisia muscular. A fisiopatologia da hiperpotassemia envolve a alteração do potencial de membrana das células excitáveis, incluindo as cardíacas e musculares. Isso leva a uma diminuição da excitabilidade e da condução, manifestando-se como fraqueza muscular, parestesias e, no eletrocardiograma, ondas T apiculadas, prolongamento do intervalo PR e QRS, e eventualmente fibrilação ventricular ou assistolia. O diagnóstico é feito pela dosagem sérica do potássio e pela avaliação eletrocardiográfica. O tratamento da hiperpotassemia é uma emergência. Inclui a estabilização da membrana cardíaca com gluconato de cálcio para proteger o coração, o deslocamento do potássio para o compartimento intracelular com insulina e glicose ou beta-agonistas, e a remoção do potássio do corpo através de diuréticos de alça, resinas de troca iônica ou diálise em casos graves. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da instituição do tratamento adequado.
Os principais sintomas incluem fraqueza muscular, parestesias, paralisia flácida e, mais perigosamente, arritmias cardíacas como bradicardia, prolongamento do PR e QRS, e assistolia.
A conduta inicial envolve a estabilização da membrana cardíaca com gluconato de cálcio, seguido por medidas para deslocar o potássio para o intracelular (insulina + glicose, beta-agonistas) e remover potássio do corpo (diuréticos, resinas, diálise).
A hiperpotassemia altera o potencial de repouso das células miocárdicas, tornando-as menos excitáveis e retardando a condução, o que pode levar a bloqueios e arritmias fatais.
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